A ausência de um circuito verdadeiramente oval no calendário da Stock Car brasileira e o traçado que será usado em Curitiba dia 8 de setembro trazem à tona não apenas a dificuldade de como definir essa pista mas, principalmente, a proposta básica de acerto do chassi para a sétima etapa da temporada. Para Duda Pamplona, piloto e proprietário da equipe Officer Motorsport, há elementos suficientes para explicar tal ambigüidade:
“Não fosse o “S” no final da reta de largada e aí teríamos realmente um oval, provavelmente o mesmo que deu origem ao Autódromo de Curitiba no final dos anos 1960. Considerando o traçado atual, porém, temos essa seqüência de duas curvas – a primeira de média e a segunda praticamente de baixa velocidade -, que pede uma freada tão forte quanto outra na aproximação para a curva da vitória.”
Segundo Pamplona, isto cria uma situação onde a comparação entre pós e contras entre uma escolha de acerto para as curvas de alta e para as curvas de baixa exige uma análise cuidadosa. Não basta apenas computar o tempo ganho nas curvas de alta com uma regulagem de oval ou o tempo ganho nas curvas de baixa aplicando uma receita para circuito misto, como ele explica:
“A freada do final da reta dos boxes é um ponto importante para ultrapassar, manobra que está cada vez mais difícil na Stock Car, e isso pesa a favor do acerto para misto. Já a aproximação para a curva da Vitória exige que se explore bem o recurso do vácuo e da alta velocidade, o que pede um carro com menos carga aerodinâmica e, portanto mais leve e difícil de controlar nas curvas. Não bastasse isso, temos que considerar que todo esse acerto será feito com pneus sobre os quais ainda não temos domínio absoluto com relação à sua durabilidade e resistência.”
Sempre segundo o piloto da Officer Motorsport, o fato da equipe possuir dois carros vai ajudar bastante na busca da melhor solução. Outro fator que poderia ser considerado problemático numa prova de oval típico no traçado de Curitiba recebe uma classificação mais positiva no circuito paranaense. Ao fazer praticamente todas as curvas para o mesmo lado o piloto acaba sofrendo desgaste físico acentuado nos músculos do pescoço, mas as retas relativamente longas dão tempo para descansar e respirar tranqüilo. “Aliás, bem mais tranqüilo do que em pistas como Santa Cruz do Sul ou Tarumã”, finaliza Pamplona.