O treino que definiu o grid para 5ª etapa da Copa Nextel Stock Car foi bastante acidentado, e nada menos que quatro bandeiras vermelhas interromperam a sessão. Na última Gualter Salles bateu forte e embora o piloto tenha saído ileso, o acidente encerrou o treino. Para o piloto William Starostik (Jota Quest – Até aonde vai/ TVL) da escuderia RCM Motorsport o fator complicante e determinante pela sua não classificação foi o desconhecimento do traçado de Londrina.
“Nunca corri aqui de nada. A pista é muito exigente e para ajudar os pneus zero são piores que os usados”, comentou Starostik. “O único ponto positivo foi que acabei treinando para a Fórmula 3, que corre aqui no próximo fim de semana”, completou.
O problema dos pneus relatado por Starostik é uma queixa de todos pilotos da categoria, que confirmam que quando equipam seus carros com pneus zero o tempo piora em até dois segundos por volta. A categoria adotou este ano os pneus Pirelli de fabricação nacional, ao passo que até o ano passado eram usados os pneus Pirelli italianos. A classe Light, que utiliza estes mesmos pneus não tem encontrado esta deficiência, mas a diferença de potência entre as classes é de 100 HP.
“O Starostik fez tudo que podia, mas preferiu não se arriscar a bater para melhorar três décimos, tempo que não lhe valeria um lugar no grid. O garoto de bobo não tem nada, tanto que este ano já venceu na Fórmula 3, mas nesta pista sem conhecer é muito difícil”, declarou André Bragantini, chefe da RCM Motorsport.