Em um meio tão tecnológico e de altos investimentos como o automobilismo, a quebra de uma peça que custa, no máximo, R$ 8 é mais do que frustrante. Imagine, então, se esta quebra rouba um pódio certo no dia de seu aniversário correndo em casa. Pois foi isso o que aconteceu com o piloto Gualter Salles (Golden Cross) na nona etapa da Stock Car, realizada ontem em Jacarepaguá.
“Estava vindo bem na prova. Ultrapassei dois carros na largada e já estava em terceiro, seguindo de perto o Cacá Bueno e o David Muffato. Mas, na volta seguinte à saída do safety car, o carro simplesmente foi perdendo velocidade e tive que abandonar. Foi frustrante”, conta Salles.
Quando o carro foi deixado pelo guincho para a equipe, a dura constatação: a falha havia sido causada pelo rompimento do cabo do acelerador.
“É incrível que isso aconteça, pois é o tipo de problema que nunca ocorre na Stock Car, nem em treino, nem em corrida. E o mais triste é que a peça é muito barata, não é o tipo de quebra que acontece porque faltou investimento na equipe ou porque corremos com uma peça mais usada”, explicou Mauro Voguel, chefe do time.
O outro carro da equipe Golden Cross, de André Bragantini, também tinha boas perspectivas para a prova carioca. Largando na oitava posição, o paulista confiava no seu bom conhecimento da pista de Jacarepaguá e também no acerto de seu carro: ele foi o mais rápido dos treinos livres de sábado.
Mas um acidente na largada pôs fim ao sonho de Bragantini. “Foi uma confusão na freada da primeira curva e dois carros da equipe Medley se tocaram e rodaram na minha frente. Consegui desviar, mas bem na hora em que estava escapando, o carro do Guto, que estava desgovernado, acertou a traseira do meu Vectra V8”, explica Bragantini.
De qualquer forma, a boa performance da equipe nos treinos no Rio de Janeiro deixou Salles otimista em fazer uma boa prova na próxima etapa da categoria, no dia 19, em Brasília. Mas antes, o piloto da equipe Golden Cross embarca para o México para disputar a antepenúltima etapa da Fórmula CART, pela Dale Coyne.
“Será mais uma boa oportunidade de continuar a desenvolver meu trabalho na CART, visando ao ano que vem, quando devo ter um pacote bem competitivo”, conta Salles.