Fontes é prejudicado por bandeiras vermelhas

Ruben Fontes saiu decepcionado dos treinos que definiram, neste sábado (21), o grid de largada para a primeira etapa da Copa Nextel Stock Car V8. Não pelo resultado obtido, já que assegurou o 11º lugar numa sessão que teve recorde de 50 pilotos em busca de vaga no grid, mas pelas circunstâncias que o tiraram da disputa direta pela pole-position da corrida, que será disputada neste domingo (22) no autódromo paulista de Interlagos.

Na primeira fase das práticas classificatórias, que definiram as 28 últimas posições do grid, deixaram 12 pilotos fora da prova e apontaram os 10 que teriam vaga na Super Classificação, para tentar a pole-position, as interrupções do treino com bandeira vermelha foram cruciais para Fontes, piloto goiano da Neo Química-Neosoro/JF Racing. “Nas duas vezes em que pus pneus novos para tentar a volta rápida, o treino foi interrompido”, resignou-se.

“Eu tinha acabado de pôr um jogo de pneus novos e fui para a pista. Abri a volta e o treino foi interrompido porque o Thiago Camilo bateu. Pelo menos para o treino, perdi o jogo de pneus. Depois, de novo com pneus novos, fiz uma volta em ritmo lento, aquecendo os pneus. Abri minha volta rápida, fiz as parciais mais rápidas do treino, mas houve uma nova bandeira vermelha, não sei a causa. Perdi de novo a chance de estar na Super Classificação”, descreveu.

Fontes entende que o regulamento desportivo da Stock Car V8 deveria prever alguma forma de punição para o piloto que causa a interrupção dos treinos classificatórios. “Fui prejudicado em duas chances de estar na Super Classificação e imagino que pelo menos outros 10 pilotos tenham sido atrapalhados também. É claro que ninguém quebra um carro de propósito, mas eu acho que deveria haver algum tipo de punição para quem causa uma bandeira vermelha”, sugeriu.

O paraibano Valdeno Brito, parceiro de Fontes na equipe Neo Química-Neosoro/JF Racing, ficou com a 16ª posição no grid. “Desde os primeiros treinos, o nosso problema tem sido a falta de velocidade final nas retas. É algo em que nós estamos trabalhando e que pretendemos resolver ainda antes da prova”, disse o piloto. “Se conseguirmos, a chance de avançar para o pelotão da frente passará a ser considerável. Mesmo assim, em 16º, fica difícil”, avaliou.