Scaglione destaca crescimento da categoria

Trabalho conjunto e profissional. Estas são os pontos que fazem o sucesso da Stock Car na opinião do Dr. Paulo Scaglione, presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). Considerada a principal categoria do automobilismo nacional, hoje a Stock Car atingiu um alto nível profissional e de competitividade, comprovados pela emocionante final de campeonato na temporada passada.

Em suas três categorias, a Copa Nextel Stock Car 2007 deverá reunir nada menos do que mais de 100 pilotos em sua etapa de abertura, programada para o dia 22 de abril, no Autódromo Internacional José Carlos Pace, em Interlagos, São Paulo. Será a primeira das 12 provas programadas para o ano, entre abril e dezembro, sendo que oito delas terão transmissão ao vivo pela Rede Globo de Televisão.

Num bate-papo rápido, o dirigente fala dos motivos do crescimento da categoria, de sua importância no cenário nacional e das novidades que acontecerão em 2007, como a entrada da quarta marca e o desenvolvimento da Stock Light e Stock Jr.

Stock Car – Como o senhor avalia o crescimento da Stock Car nos últimos anos?

Paulo Scaglione – É resultado de um trabalho sério e conjunto entre o promotor Carlos Col, as equipes, os pilotos, as empresas fornecedoras de equipamentos, serviços e patrocínios, a TV Globo e a CBA no sentido de promover um crescimento planejado com os olhos no futuro, mas sem perder de vista a realidade brasileira. Esses esforços resultaram em ganhos de grande escala e eu citaria a grande presença de público, a entrada de novos patrocinadores, a participação promocional de montadoras, a possibilidade de nossos pilotos permanecerem no Brasil com salários condizentes à competência que demonstram na pista e o grande espaço na mídia como alguns dos fatores principais.

Stock Car – De que forma isso tem contribuído para o automobilismo nacional?

Paulo Scaglione – O automobilismo brasileiro é plural, com opções das mais variadas em termos de expectativa de carreira e disponibilidade de investimento. É claro que não se pode falar em “automobilismo para todos”, uma vez que a própria realidade do esporte contradiz esse anseio de todos nós. De qualquer forma, no cenário do automobilismo brasileiro de hoje, temos opções das mais variadas e cada uma delas tem de ser entendida e vivenciada de acordo com a sua vocação. Não dá para pensar o automobilismo como uma coisa só, pelo contrário. Da mesma forma que existem vários “Brasis” dentro do Brasil, existem várias manifestações de automobilismo na área de responsabilidade da CBA.

A Stock Car é uma das categorias no topo dessa pirâmide no que diz respeito ao sucesso, à visibilidade e à movimentação de recursos financeiros e humanos. Contribui com o automobilismo nacional na medida em que se torna um objetivo, um “norte”, um referencial. Só não podemos perder de vista – todos nós, dirigentes, competidores, chefes de equipes, patrocinadores e imprensa – que o automobilismo brasileiro não se resume à Stock. Então, contribui como um parâmetro para que o esforço continuado de todos abrace também outras categorias.

Stock Car – A entrada de uma quarta marca, o fortalecimento da Light e da Stock Jr. Com essas condições, o que dá para esperar da categoria em 2007 em sua opinião?

Paulo Scaglione – Tenho certeza de que a categoria como um todo em 2007 vai continuar com a mesma importância no cenário do automobilismo nacional, atraindo público e gerando grandes espetáculos. A pluralidade de marcas amplia a visibilidade e isso poderá melhorar ainda mais o quadro de investimento e patrocinadores. Toda movimentação em prol do desenvolvimento tem de ser feita com planejamento e com um foco preciso em nossa realidade. Esse caminho está sendo trilhado e a posição da Stock como uma de nossas categorias top está consolidada.