O autódromo internacional Orlando Moura, em Campo Grande (MS), volta a receber a Stock Car V8, depois de ficar fora do calendário de 2005. E não poderia ser em uma oportunidade melhor, já que a prova deste domingo (dia 21) marca a 300ª corrida da história da categoria nestes 27 anos.
Na equipe Terra Avallone, Christian Fittipaldi vai correr no circuito pela primeira vez. Já o companheiro Felipe Maluhy disputou uma prova em 2004 e terminou na 12ª posição.
“Nunca estive em Campo Grande antes, nem para visitar a cidade. Portanto, vai ser uma experiência nova para mim. Mas não vejo isso como um problema. Gosto de conhecer pistas novas e vou chegar quinta-feira para poder andar a pé ou de bicicleta para aprender um pouco sobre o traçado”, comentou Fittipaldi, que na etapa passada, em Curitiba, acabou fora da corrida depois de levar um toque ainda na primeira volta e ter sua suspensão dianteira danificada.
Para conhecer os segredos da pista, de 3,433 km, o experiente piloto também vai poder contar com a ajuda do companheiro Maluhy. O paulista esteve em Campo Grande na semana passada e examinou o circuito ao lado do amigo Hoover Orsi, líder da temporada e que é o único sul-mato-grossense na V8.
“A pista está boa e só pedimos à federação local para fazer modificações em algumas zebras. Eu gosto do circuito de Campo Grande. Acho o traçado bastante seletivo, com três curvas de alta e três de baixa velocidade”, explicou Maluhy.
O piloto foi o pole position na etapa de São Paulo, na abertura da temporada 2006, mas em Curitiba não conseguiu um bom resultado na classificação. Na corrida, ele mostrou bastante consistência, marcou a melhor volta, mas um pneu furado após receber um toque acabou com as suas chances, já que o piloto precisou parar nos boxes.
“Se não cometermos nenhum erro em nossa estratégia para a classificação, acredito que vamos largar bem em Campo Grande. Temos carro para nos classificarmos na frente e andarmos entre os líderes”, destacou.
Este ano, a Stock V8 modificou suas regras para os treinos classificatórios. São duas sessões (uma sexta e outra sábado). Os 10 melhores no combinado disputam a Super Classificação, que define a pole.
“Eu gostava da classificação anterior e tive receio quando me falaram sobre a mudança. Mas fiquei surpreso com o resultado em Curitiba. Eu achava que os pilotos poderiam atrapalhar uns aos outros na pista, mas isso não aconteceu e houve um respeito muito grande. No final, o treino ficou ainda mais emocionante”, declarou Fittipaldi.
“A única coisa que eu não concordo é termos apenas um treino livre de 45 minutos para acertar o carro. Acho que em uma categoria que já restringe tanto os testes, isso é um pouco complicado”, finalizou.