A chuva que caiu durante boa parte deste sábado teve um papel mais do que decisivo na definição do grid de largada para a última etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car. Os dois pilotos da equipe Boettger-Neo Química, Alceu Feldmann e David Muffato, optaram por abortar a primeira tentativa de marcar tempos já que a aderência da pista aumentava a cada minuto, opção adotada pela maioria absoluta dos 40 inscritos nesta competição. A pole position ficou para Giuliano Losacco, que marcou o tempo de 1m40s018, apenas cinco milésimos de segundo mais rápido que Cacá Bueno. Os dois pilotos decidem o título da temporada na prova cuja largada está confirmada para as 10h30 de amanhã, domingo. A TV Globo transmite a prova ao vivo.
No box da equipe Boettger-Neo Química o ambiente era tão tenso quanto nas garagens de Bueno e Losacco: com as condições de pista mudando a cada minuto era preciso monitorar o acerto e a escolha de pneus de cada piloto que ia à pista e processar as alterações para adequar o acerto dos carros para as novas condições meteorológicas e de aderência. Como é normal acontecer nestas situações, o trabalho normalmente desenvolvido com lógica passou a ser empírico. Na fase final do treino Christian Fittipaldi bateu forte na entrada da reta oposta, o que motivou a interrupção da prova de classificação.
Para Alceu Feldmann (12º, 1m42s403), foi ”mais uma etapa onde as constantes mudanças nas condições meteorológicas tiveram um papel mais importante na definição do grid do que o acerto dos carros”.
Já David Muffato (15º, 1m43s825), declarou que “a pista secava a cada volta, mudando o referencial. Uma travada na entrada do S do Senna também não ajudou muito“.