Se o automobilismo usasse algumas das regras do tênis, Giuliano Losacco (Medley) estaria defendendo neste domingo em Jacarepaguá o terceiro “match point” diante do líder e favorito ao título Cacá Bueno (Action Power). Nos dois anteriores, em Tarumã e Buenos Aires, Losacco conseguiu reduzir para 23 uma diferença que era de 55 pontos. Atual campeão, Losacco precisa chegar na frente do oponente para deixar a definição para dia 27 em Interlagos. Antes da corrida deste fim de semana no Rio de Janeiro, 50 pontos estão em jogo.
“Nosso objetivo continua o mesmo: chegar melhor que o Cacá e, depois, ver como é que as coisas ficam”, diz Losacco, que não tem preferência por qualquer um dos dois circuitos. “Correr em Jacarepaguá ou Interlagos, tanto faz. O que vale é ter um carro bom. E o nosso está cada vez melhor nesta segunda metade do calendário”, lembra o piloto, que na Argentina conquistou sua primeira vitória na temporada, encerrando um jejum de pouco mais de um ano.
Mais jovem campeão da história da Stock Car, Losacco garante que nunca perdeu a confiança numa reviravolta na classificação. “Sempre confiei na nossa capacidade de reação. Só que agora nosso carro está realmente andando muito mais, e é isso que aumenta a minha esperança”, continua.
Losacco chega ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Os treinos serão abertos na sexta. O vice-líder observa que a equipe Medley, comandada pelo engenheiro Andréas Mattheis, tem uma ótima base de acerto para os quase cinco quilômetros do traçado carioca. “Na corrida anterior, no início do campeonato, deixei de pontuar porque rodei. Tentei ultrapassar o Rodrigo Sperafico bem por dentro na Curva Sul e os pneus passaram sobre a parte mais suja da pista. Mas nosso ritmo era muito forte. Por isso, sabemos que caminho tomar.”
Jacarepaguá é uma das pistas preferidas pela maioria dos pilotos. Losacco também aprecia o desenho do circuito. “As curvas velozes, de raio longo, são as minhas favoritas. Mas o carro tem de estar bem-acertado para que você entre e saia rápido delas. Se o carro está bom, ganha-se bastante tempo; em compensação, se não está, perde-se muito.” Para Losacco, carro bom é aquele que tem a frente estável e sai apenas um pouquinho de traseira. “Quando o carro está dianteiro, o problema é sério.”