Defletor será descartado a partir da etapa de Tarumã

Os pilotos e as equipes pediram, e a organização da Stock Car atendeu. A partir da nona etapa do campeonato, que será realizada em Tarumã no próximo dia 16, o defletor instalado no teto dos carros da categoria desde a prova de Curitiba não será mais utilizado. O apêndice aerodinâmico – inspirado em uma peça parecida usada na Nascar – tinha sido introduzido para aumentar o número de ultrapassagens, mas, ao invés de potencializar o efeito do vácuo, apenas diminuiu a eficiência do aerofólio e se mostrou ineficiente em todas as condições de pista.

“Foi uma decisão sensata porque as queixas contra o uso do defletor foram unânimes. Do jeito que foi colocado, ele não tinha utilidade e acabava atrapalhando porque tirava pressão aerodinâmica dos aerofólios”, opinou o piloto Fabio Carreira. Após completar uma brilhante corrida de recuperação em Brasília, Fabio ganhou autoridade para discutir sobre o tema ultrapassagens na Stock Car e tornou-se um dos críticos mais ferozes do uso do defletor.

Na etapa do Distrito Federal, ele ganhou 27 posições ao longo das 43 voltas e não creditou nenhuma dessas ultrapassagens ao efeito da peça de acrílico fixada no teto de seu Mitsubishi Lancer. “O novo apêndice foi usado em pistas de alta e de baixa velocidades, no seco e na chuva, e em todos esses casos ele não ajudou em nada a aumentar o espetáculo da categoria. Só tornou a condução do carro mais difícil e o acerto um pouco mais complicado”, completou o piloto.

Fabio Carreira e o atual campeão da Stock Car, Giuliano Losacco, foram os pilotos que mais se pronunciaram contra o uso do defletor e mais defenderam a saída do apêndice que, na opinião de Carreira, foi introduzido sem os testes devidos. “Uma mudança como essa deve ser feita com muita cautela e certeza. Não foi feito nenhum teste aerodinâmico ou mesmo de pista para sabermos se a posição ou a altura do defletor eram as mais corretas. E no caso do Giuliano e dos outros pilotos que usam a carenagem do Astra, os efeitos sobre o equilíbrio na parte traseira do carro foram ainda mais negativos do que para os pilotos que, como eu, usam a bolha do Lancer”, finalizou.