Tannuri vê dificuldade igual em pistas lentas ou rápidas

Três semanas depois de fechar a primeira metade da temporada na pista mais lenta de seu calendário, o Campeonato Brasileiro de Stock Car V8 chega ao circuito de maior média de velocidade entre os oito que terá recebido provas até o final do ano. A sétima etapa será disputada neste domingo (18) no anel externo do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. A corrida terá largada às 11h, com transmissão ao vivo da Rede Globo.

Apesar da diferença brusca entre as características das duas pistas, há uma expectativa de que a principal dificuldade comum manifestada naquela etapa seja mantida na capital federal – as manobras de ultrapassagem. “Em Londrina, ninguém consegue passar ninguém porque a pista não oferece pontos para isso”, explica o piloto carioca Sandro Tannuri. “Em Brasília, a pista toda possibilita as ultrapassagens, que ainda assim devem ser poucas”.

Tannuri, que pilota o Mitsubishi Lancer número 10 da AMG-Filipaper Racing, decorado nas cores de Filiperson, Filicoat, Kalunga, Xerox e Serilon, justifica sua observação citando o equilíbrio característico da categoria. “Como é uma pista de alta velocidade, os carros saem juntos de uma curva e, teoricamente, chegam juntos à curva seguinte. Para ultrapassar, o piloto vai precisar de um carro muito superior nas saídas de curva. É complicado”, analisa.

Mesmo com a perspectiva de que os treinos livres evidenciem perto de 30 pilotos marcando tempos dentro do mesmo segundo no traçado de 2.919 metros, Sandro manifesta uma ponta de otimismo. “Historicamente, eu me dou melhor em pistas com mais curvas de alta. Em Brasília, temos três curvas de alta e outra de baixa, além de uma leve guinada para a esquerda, que não interfere em nada. É uma boa chance que eu tenho para subir no campeonato”, considera.

Sandro aparece em 16º na tabela de pontos, com 22. “Nos últimos anos, eu me acostumei a estar entre os 15 primeiros no campeonato, isso já não é uma média tão boa. Agora, estou ainda abaixo disso. Preciso marcar pontos e ganhar algumas posições. Eu tenho um carro competitivo, mas há mais de 30 pilotos na Stock Car V8 que também têm carros muitos bons”, frisa o carioca, que esteve na zona de pontuação nas quatro últimas provas da temporada.