Losacco espera a recuperação em Brasília

Campeão da Stock Car V8, Giuliano Losacco não tem conseguido manter a importante regularidade que o levou ao título em 2004. No entanto, nos 2.919 metros do anel externo da pista de Brasília o piloto tem boas perspectivas, pois na temporada passada Antonio Jorge Neto, que corria pela sua atual escuderia, venceu a corrida realizada na pista da Capital Federal. Na opinião de Losacco, isso demonstra que a equipe Medley-A. Mattheis possui um bom acerto para as quatro curvas e para as longas retas de Brasília, que deve receber um excelente público. A largada da sétima etapa da temporada Stock Car V8 será às 11 horas com transmissão ao vivo pela Rede Globo.

“Gosto de correr pelo anel externo, pois as velocidades são elevadas. Para me dar bem tenho de ver se o acerto básico que a equipe tem vai dar certinho para eu mexer pouco no carro durante os treinos. Ano passado o Neto fez a pole e ganhou. Vamos torcer para continuar assim”, brincou Losacco, o mais jovem campeão nos 26 anos da Stock Car.

Ano passado ele tinha pouco mais de 27 anos ao se sagrar campeão da principal categoria da América do Sul e uma das cinco melhores do mundo.

Experiente, pois em 2004 ele praticamente garantiu o título na primeira metade do campeonato, Losacco reconhece a importante vantagem conquistada pelo líder Cacá Bueno, mas não descarta a possibilidade de ainda brigar pelo bicampeonato. Cacá (Petrobras-Action Power) tem 96 pontos contra 82 de Hoover Orsi (NasrCastroneves), 51 de Losacco e 48 de Rodrigo Sperafico (WB Motorsport).

“Sem dúvida que ele tem uma grande diferença e agora só tenho mesmo é de correr atrás. Na Stock Car é muito difícil se terminar todas as corridas sem problemas. De vez em quando acontece alguma coisa e você fica pelo meio do caminho. É lógico que ainda penso no bicampeonato. Está difícil, mas não desisto nunca!”, disse.

Justamente o fator equilíbrio é um dos que mais agrada a Giuliano. Ele se recorda que em 2004 num dos treinos mais de 30 pilotos ficaram no mesmo segundo nas tomadas de tempo, algo que se deve repetir também agora.

“Isso é muito legal, pois a gente tem de andar sempre no limite e não pode cometer um erro sequer. Principalmente na tomada de tempo todo o cuidado é pouco, pois se largar entre os seis primeiros você tem chance de vitória. Daí para trás complica muito”, analisou.