Londrina marca recomeço para a categoria

A sexta etapa da Stock Car, que será disputada em Londrina, neste domingo, marca o fim da primeira metade do campeonato deste ano, que tem 12 etapas. Além de ser um divisor de águas, a corrida no norte do Paraná também pode iniciar uma nova fase de pilotos e equipes na categoria, que ficou ausente das pistas por cinco semanas, conferindo à corrida londrinense uma espécie de reabertura da Stock Car.

“Com tanto tempo de intervalo entre a quinta e a sexta etapa, a expectativa para Londrina é quase igual àquela da abertura da temporada, em São Paulo”, avalia Beto Giorgi (Cisne-Neoforma). “Nestas cinco semanas, muitos times podem ter encontrado novas soluções para pôr em prática na pista nesta fase final do campeonato”, completa.

Uma das equipes que trabalhou intensamente neste período foi a Cisne-JF. Mesmo sem realizar treinos em pista, já que os testes são proibidos por regulamento, a equipe estudou nestas cinco semanas novas possibilidades de acertos de molas e amortecedores. Parte deste aprendizado será colocada em prática na corrida deste final de semana, em Londrina.

“Por conta destas mudanças que estamos planejando testar já nesta sexta etapa, é difícil fazer uma previsão de como será nosso desempenho no Paraná. Até aqui, o carro se mostrou muito bem em Curitiba, na segunda prova do ano, mas em outras corridas tivemos algumas dificuldades de acerto. Vamos ver como será daqui para a frente”, diz Giorgi.

Se a corrida de Londrina promete ser especial por iniciar uma nova fase do campeonato, o mesmo pode ser dito do traçado paranaense, considerado o mais travado do atual calendário. Apesar da baixa média de velocidade, Giorgi explica que o desempenho do motor, principalmente em retomada, pode ser decisivo na corrida.

“Ter uma boa tração é uma questão crucial nesta prova. Sem ela, a parte traseira do carro escorrega demais na saída de curva e isso compromete os trechos de reta, atrapalhando assim o tempo de volta”, explica Giorgi, que é um dos poucos admiradores da pista paranaense.

“Tem gente que não gosta de correr aqui por achar muito pequena a pista, mas sou um dos defensores de Londrina”, comenta o piloto da Cisne-JF, que acumula bons resultados nesta pista, como a pole position do GP de 2001. O tempo obtido naquele treino foi durante quase dois anos o recorde da pista, que só foi batido em 2003 devido à chegada dos novos e melhores compostos de pneu da Pirelli.