Boesel acha que experiência prevalecerá

Para Raul Boesel, todas corridas em Londrina têm trazido bons resultados. No ano passado, quando a pista paranaense sediou a quarta e a oitava etapas, ele trouxe de lá um segundo lugar e um nono – resultado que não seria tão expressivo se ele não tivesse sido prejudicado pela chuva na prova de classificação, ficando apenas em 27º no grid. “Foi mais uma prova de que, em Londrina, as possibilidades de cada piloto se definem no sábado; muito mais do que em outras pistas, o resultado do domingo é conseqüência direta da posição de largada”, ensina o experiente Boesel.

Para este domingo, quando Londrina receberá a sexta etapa do Campeonato Brasileiro de Stock car, o piloto da equipe Embratel 21 Motorsport prevê vôos mais altos dos que nas cinco provas anteriores. Seu entrosamento com o diretor técnico Anésio Hernandez é absoluto, e o carro já foi desmontado e remontado três vezes nesta temporada. “E melhorou a cada remontagem”, afirma Boesel.

Com 26 anos de automobilismo, uma carreira que inclui passagens por todas as categorias de elite e a conquista do Campeonato Mundial de Carros Esporte Protótipo em 1987, ele acredita que a soma de sua experiência com a de Hernandez abreviou o amadurecimento da recém-criada equipe Embratel. “Isso nos levou a evitar erros que nem sempre são visíveis, mas podem estragar uma corrida. Um deles é programar mais atividades do que o tempo permite”, diz Boesel, criticando a falta de treinos da categoria.

“Uma sessão extra de 45 minutos, como vai ter na sexta-feira, não ajuda nada. Não entendo por que algumas equipes preferem este sistema conta-gotas em vez de uma sessão longa de manhã e outra de tarde. É a única maneira de se fazer um carro evoluir. Deste jeito, não se pode testar mais que um jogo de amortecedores, não dá tempo para mais nada. É só isso que vamos fazer, se não se perde o rumo e não se conclui nada do que é testado”, lamenta Boesel.

Mas isso não abala a esperança de um bom resultado. “Vou fazer tudo para fechar a primeira metade do campeonato em alta, e sei que para isso preciso largar bem. Em Londrina, o sábado é quase mais importante que o domingo, e por isso os treinos da sexta-feira têm mais peso. Pena que o tempo de pista continue sendo pouco. O único lado positivo é que, nesta situação, o valor da experiência também cresce”.