Em Goiânia, Fogaça quer manter sequência de pontos na Truck

Djalma Fogaça, terceiro colocado no Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, será um dos três pilotos obrigados a utilizar o restritor de potência na quinta etapa da temporada, dia 12 de julho no Autódromo Ayrton Senna, em Goiânia. Dos males, o menor, pois de acordo com o regulamento da mais popular categoria do automobilismo da América do Sul, seu caminhão Ford será o que menos vai sofrer, pois devido à posição, seu restritor será o de 78 milímetros, contra 80 de todos os outros posicionados do quarto lugar em diante na tabela de classificação, 74mm para o líder Felipe Giaffone e 76mm para o segundo colocado Paulo Salustiano.

Até agora, Fogaça foi o único a usar, em todas as etapas, o aparato criado para dar mais equilíbrio à categoria. Como ele se tem mantido entre os três ponteiros, utiliza desde a segunda prova do ano, pois na abertura nenhum caminhão teve. Além da primeira, outra em que nenhum piloto usará será a final, marcada para dia 6 de dezembro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, quando pode acontecer a decisão do título da 20ª temporada da Fórmula Truck. O regulamento também prevê o descarte do pior resultado do ano e, até agora, entre os nove primeiros, Fogaça foi o único a pontuar em todas as oito fases das quatro corridas e chegou aos 136 pontos. Os outros que não deixaram de marcar são Pedro Muffato (Mercedes-Benz), o décimo na tabela com 84 pontos, e Gustavo Magnabosco (Scania), o 13º com 69.

“O ritmo das corridas tem sido o de classificação. Pelo menos na primeira parte os pilotos vão para o risco e andam bem forte, o que aumenta as chances de quebras, mas vale arriscar devido à boa pontuação. Na segunda fase todos vêm mais leve, pois os caminhões também estão mais desgastados. No momento eu jogaria 11 pontos fora e continuaria em terceiro. No entanto, não penso nisso ainda, pois é difícil não ter problemas durante todo o campeonato. Em 2013 consegui isso e deixei de pontuar somente em uma prova, onde fiquei sete voltas nos boxes, mas voltei e completei a corrida“, disse Fogaça.

Ele sabe que a perda de cerca de 30 cavalos no motor do seu Ford será sentida, mas destaca que em Goiânia outros fatores também são importantes, principalmente os freios. No Velopark, na quarta etapa, ele enfrentou um problema que, segundo garante, o impediu de brigar pela vitória com Paulo Salustiano, o ganhador, e Felipe Giaffone, o segundo colocado.

“Um retentor de óleo do amortecedor vazou e atrapalhou toda a minha corrida. Uma pecinha de 30 centavos complicou minha vida“, completou Fogaça que cita como favoritos à vitória em Goiânia, Leandro Totti, Roberval Andrade, Diogo Pachenki, André Marques, Rogério Castro e David Muffato, que ele considera estar totalmente adaptado à pilotagem dos caminhões.