Fogaça se preocupa com o desgaste no MS

Corrida em Campo Grande é sinônimo de preocupação para equipes e pilotos. Com um dos asfaltos mais abrasivos do país, a pista sul-mato-grossense sempre desafia os competidores. E com os pesados caminhões da Fórmula Truck, a história não é diferente. “O importante é estar entre os que vão receber a bandeirada. A corrida é muito desgastante e quem souber poupar o caminhão, vai estar bem no final”, revela o sorocabano Djalma Fogaça (DF Motorsport/Ford/HDS MecPar). A sétima etapa da categoria mais popular do automobilismo brasileiro acontece neste domingo (14/09). A TV Bandeirantes mostra ao vivo, a partir das 12h45.

Esse cenário que se apresenta para a corrida de Campo Grande pode ser bastante favorável a Djalma Fogaça. Além de ser um dos pilotos mais experientes da categoria, a estratégia tida como a ideal para essa prova já vem sendo adotada por sua equipe desde o início da competição. “Nós temos que fazer o que fizemos desde o início do ano. Mais do que em qualquer outro lugar, não temos que nos preocupar em ser rápidos durante toda a corrida. O interessante é conservar o nosso Ford Cargo com inteligência e chegar forte no final”, garante.

Além dos desafios naturais proporcionados pelo circuito, o sorocabano sabe que vai encontrar dificuldade para andar entre os primeiros durante o fim de semana. “O traçado favorece muito os caminhões maiors. Para ir bem teremos que trabalhar bastante”, afirma. Mas apesar de tudo, o “Caipira Voador” também tem suas apostas. “Nós desenvolvemos algumas coisas novas na suspensão, acho que podemos ir bem. Mas a concorrência também aproveitou esse tempo para evoluir. Vamos ver como vai estar quando começarmos a acelerar”, explica.

Na expectativa para a sua segunda prova pela equipe DF Motorsport/Ford/HDS MecPar, o paulista Jonatas “Neno” Borlenghi mostra bastante otimismo. “Se conseguirmos encontrar um bom acerto, sei que podemos ficar entre os cinco primeiros”, conta. O piloto lembra que tem um bom histórico na pista sul-mato-grossense. “Eu sempre andei bem em Campo Grande, cheguei a liderar corrida. Se o caminhão corresponder, posso chegar entre os primeiros” aposta.

Apesar de ter conseguido um bom resultado e o primeiro pódio para o motor eletrônico do caminhão da Ford, Fogaça sabe que não pode se acomodar. “Nós não nos apegamos com o pódio. Claro que é bom chegar bem, mas sabemos que temos que seguir trabalhando forte até o final da temporada”, finaliza.