Pedro Muffato traçou metas bem definidas para sua atuação na terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. Sua prioridade na corrida deste domingo (4) no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Caruaru, será receber a bandeira quadriculada, algo que ainda não experimentou em 2008. “Chegando ao final da corrida, a chance de conseguir marcar uns pontinhos é boa, mas para isso tenho que chegar”, comenta.
A preocupação manifestada por Muffato reside na freqüência com que os acidentes têm marcado as corridas da categoria. “Neste ano, abandonei as duas por causa de batidas”, lembra. Em Guaporé, na primeira etapa, o paranaense da MP Motorsport teve seu Scania atingido pelo Iveco de Fred Marinelli. Na corrida passada, em Goiânia, envolveu-se num acidente com Diumar Bueno, da Volvo. As duas ocorrências significaram-lhe abandonos.
“É importante entrar na pista focado na missão de me ver livre de batidas. Meu caminhão está competitivo, sim, sei que dá para marcar alguns pontos, quem sabe até beliscar um lugar no pódio. Mais do que isso, é impossível”, acredita ele, que tem em seu caminhão, o Scania número 20 preparado pela MP Motorsport, as cores e logomarcas de Autotrac, Coopavel, Muffatão, TanKsul, Fras-le, Mahle, Faculdade Assis Gurgacz e Tuzzi.
Muffato entende que os caminhões grandes e pesados, caso do Scania, estão em desvantagem em relação aos leves de Volkswagen e Ford. “A Scania ganhou as duas primeiras etapas com o Beto Monteiro e o Roberval Andrade, mas foram resultados circunstanciais, que não refletem a realidade atual da categoria”, pondera. “Os pilotos de caminhões pequenos vão ganhar na hora que quiserem, que precisarem. A diferença é muito grande”, diz.