A sexta etapa da Fórmula Truck, que neste final de semana (16/9) volta para Goiânia, parece que é uma das mais esperadas provas desta temporada. Não só por ter se ausentado do calendário da categoria de caminhões no ano passado, mas por proporcionar sempre um excelente público e disputas extremamente interessantes, em virtude das peculiaridades do traçado do autódromo da capital de Goiás.
Cada um dos participantes vai para a corrida do Centro-Oeste com um objetivo. Tem piloto que pensa em vencer, tem competidor que quer manter a liderança no campeonato, tem aquele que quer pontuar, e tem aquele que não quer arriscar sequer um palpite, talvez com medo do azar. “Vamos pra participar. Prefiro não criar expectativas que possam acabar não se confirmando, por um motivo ou outro. As provas em Goiânia são muito dinâmicas e ainda exigem um componente muito importante, a sorte, mas acho que vai dar tudo certo”, avisa o catarinense Luis Zappelini, que pilota um dos Ford Cargo.
A equipe DF Motorsport/Ford Racing Trucks vem trabalhando com um planejamento pluri-anual, portanto de médio a longo prazo, investindo muito este ano em várias direções, visando se tornar um time com base sólida e auto-suficiente para os bons produtos que representa nas pistas. Por isto, todos os seus membros sabem que passam por um momento de transição e que os objetivos não são imediatos. “Acho que o resultado de todas as alterações estruturais do time, como a contratação do ‘Manelão” para cuidar do chassi, e as mecânicas, como a nova preparação de motor e câmbio, só vai aparecer mesmo com consistência a partir da corrida de Curitiba (7 de outubro)”, acredita Luis Carlos.
Dentro desta filosofia, o experiente e rápido piloto catarinense traça objetivos mais modestos para Goiânia, um circuito que ele conhece, gosta, mas onde nunca alcançou resultados muito satisfatórios. “É uma corrida pra terminar. É uma pista que tem setores bons para todos os tipos de caminhões. O tempo deve estar muito quente e seco, e ai tudo pode acontecer, pois os equipamentos e pilotos andarão no limite. Ai é que entra a sorte”, explica Zappelini, que pontuou em Fortaleza (CE), a prova mais quente do ano até agora.