Fogaça lamenta acidente com Monteiro

A vitória que o sorocabano Djalma Fogaça alcançou na Fórmula Truck no último final de semana (12/11), poderia ter uma comemoração ainda maior para a equipe DF Motorsport/Ford Racing Trucks. É que Beto Monteiro, quando sustentava a quinta posição na 17ª das 28 voltas da prova, levou uma batida do paranaense Leandro Totti que tirou as possibilidades de uma eventual pódio. “Nossos caminhões estavam excelentes. Podíamos ter um resultado melhor para a equipe e para a Ford se não fosse o toque que levei”, admite o pernambucano, campeão brasileiro de 2004.

Apesar de feliz com a vitória, como chefe da equipe DF Motorsport/Ford Racing Trucks Fogaça está descontente com o resultado final de seu companheiro, que recebeu a bandeirada apenas na 11ª posição. “Era algo que poderia ter sido evitado. Acho que a responsabilidade maior é de quem vem atrás, como aconteceu com o Totti ao ser penalizado por atitude anti-desportiva logo em seguida. Ele estava rápido por estar com excesso de fumaça, talvez se ele fosse chamado antes para box, a batida não acontecesse”, alertou.

Djalma Fogaça não concordou com as declarações de Ernesto Gardenal, chefe da equipe de Totti, e aproveitou para relembrar junto com Beto duas situações em que sua equipe largou de trás e mesmo assim assumiu as primeiras posições, sem tocar em qualquer piloto. “Não concordo, mas respeito a opinião dele. Chegar batendo pra passar, é fácil. O difícil é ultrapassar o grupo da frente de forma limpa. É só ter um pouco de calma e responsabilidade. Tem hora que você fica até dez voltas para passar alguém, mesmo estando mais rápido. Não precisava haver este desconforto por causa de uma batida entre amigos”, opina o experiente piloto. “Em Curitiba eu larguei em 22º e cheguei a andar em quarto, depois de passar justamente o Leandro, e não esbarrei em ninguém”, contou. Em Guaporé Beto Monteiro também precisou fazer uma corrida de recuperação, largando da 22ª posição e subindo no pódio. “Eu larguei lá atrás e terminei em terceiro, e sem bater. E olha que nesta categoria ninguém vende barato uma posição. São todos competentes e profissionais”, argumenta o pernambucano.