Débora Rodrigues é destaque na chuva

A sétima etapa da Fórmula Truck foi marcada pela forte chuva em Curitiba e, com isso, vários pilotos se destacaram por sua habilidade na corrida com piso molhado. Entre eles, a musa da categoria, Débora Rodrigues.

Largando na 13ª posição, ela ultrapassou vários adversários e chegou em sexto lugar, marcando mais seis pontos no campeonato. Até aqui, já tem 26 pontos, sua melhor marca desde que estreou na categoria, em 1998.

“Dizem que na chuva o importante é ter bastante sensibilidade. Ainda bem que sou a única mulher da categoria”, brinca Débora Rodrigues. A piloto da RM/Volkswagen soube administrar bem o ritmo no início da prova, quando a chuva era muito forte e vários pilotos acabaram rodando e perdendo assim tempo precioso na corrida.

A própria Débora esteve próxima de perder o controle de seu caminhão quando entrou na Reta do Boxes na 11ª volta. “Vinha acelerando forte e, de repente, a chuva aumentou e o caminhão simplesmente aquaplanou. Tive sorte em conseguir controlar a derrapada e ficar na pista”, afirma a piloto, que está na 12ª colocação na tabela.

Não era apenas a água o principal problema dos pilotos. O asfalto também estava bastante escorregadio por conta do óleo derramado por diversos caminhões. “A pista estava muito lisa, parecia que tinham derramado sabão no traçado inteiro”, comenta a piloto da RM/Volkswagen.

Além da alegria pelo sexto lugar, a equipe comemorou a boa performance do novo caminhão, montado para esta corrida após o múltiplo acidente na largada da etapa passada, em Campo Grande. O novo chassi também estreou um câmbio desenvolvido pela ZF com um sistema “servo-shift”, que proporciona maior conforto na troca.

“O câmbio me ajudou muito hoje e com certeza devemos levar esta inovação para os outros três caminhões da RM/Volkswagen”, revela Débora.

Seus companheiros de equipe não tiveram a mesma sorte na corrida de hoje. Beto Napolitano abandonou com problemas na bomba injetora _a mesma falha que impediu Renato Martins de terminar a prova no pódio. Ele ficou em 11º lugar depois de parar na última volta. Antes disso, o recordista de vitórias da Fórmula Truck chegou a brigar pela ponta, vindo em segundo lugar e brigando de perto pela liderança nas voltas iniciais.

“Foi uma pena mesmo não ter chegado ao final desta corrida. Era a chance de ouro para diminuir a distância para os líderes, já que vinha em segundo lugar com um piloto que não estava bem na tabela (Felipe Giaffone) em primeiro. Infelizmente tivemos este problema com a bomba que me tirou da briga pela ponta”, afirma Martins.

Jonatas Borlenghi também não completou a prova, com problemas mecânicos.