A impossibilidade de participar da segunda prova do ano da Fórmula Truck ocorrida em Goiânia (GO) trouxe muitos prejuízos ao piloto Leandro Totti da equipe Londrina Truck Racing/ Delphi/ Itapemirim Cargas. Além de despencar da segunda para a quarta colocação na classificação geral, o piloto também está a vinte pontos da primeira posição ocupada por Wellington Cirino. E o cenário do próximo desafio no domingo dia 15, Interlagos (SP), não se mostra muito promissor, principalmente para os caminhões menores, de nove litros, Ford e Volkswagen. Somente Renato Martins e Beto Monteiro conseguiram resultados razoáveis neste circuito deste o retorno da prova em 2002.
No entanto, o chefe da equipe Ernesto Gardenal considera necessário à busca dos pontos que contava certos em Goiânia. Só para lembrar, Leandro Totti não conseguiu largar na prova por causa de defeitos na bomba injetora, sendo que durante toda a etapa a peça foi trocada por três vezes e mesmo assim não houve condições do caminhão Ford número 73 sair dos boxes. “Foi muito frustrante o que aconteceu em Goiânia, tínhamos uma expectativa de até sairmos líderes do campeonato, porém um fato totalmente fora do nosso alcance para solucionarmos impossibilitou-nos até de fazermos os pontos necessários para continuarmos próximos da primeira colocação”, lembra Gardenal.
O intervalo entre Goiânia e a próxima etapa em Interlagos foi de muito trabalho na Londrina Truck Racing/ Delphi/ Itapemirim Cargas. O foco foi o motor, já na busca de soluções para as dificuldades que o próximo embate possa propiciar, “trabalhamos duro no motor para desenvolver e testar novas receitas, posso assegurar que se a corrida fosse em Londrina (PR), não teria para ninguém, porque os tempos que viramos foram muito bons e o que é mais importante sem fumaça”, salienta Ernesto.
“Agora Interlagos é outra conversa”, continua o chefe da equipe, “pois as características da pista são outras e a potência fala mais alto, portanto não preciso nem dizer que são favoritos os caminhões Mercedes, Scania e também o Renato Martins que utiliza o catalizador, que nada mais é que um filtro que elimina fumaça, isto propicia a utilização de bicos injetores que permitem mais combustível em sua vazão. Nós não podemos utilizar em nossos caminhões porque seria uma fumaceira só. A receita obtida para Londrina é uma incerteza para Interlagos porque lá tem a subida da junção que antecede a reta que precisa de potência. Agora os freios são um problema em São Paulo e é neste quesito que aposto em surpresas, apesar do Roberval e o Cirino estarem muito bem servidos nisso”.
Já o piloto Leandro Totti está otimista e confia até na vitória, desafiando a escrita da supremacia dos caminhões mais potentes, “fomos quase diariamente para pista de Londrina testando motores com mais taxa de compressão e aí com menos, enfim várias configurações, pois estamos atrás da conquista do campeonato. Mudou a projeção de colocações, vamos precisar de vitórias a mais que o planejado primeiramente, então vamos correr atrás do prejuízo”, enfatiza.
A Londrina Truck Racing/ Delphi/ Itapemirim Cargas trará novidades para a etapa que é considerada diferencial na temporada, principalmente por acontecer na capital econômica do país e as empresas investidoras na categoria visualizam uma ótima ocasião para intensificar a exposição de suas marcas e produtos. A estrutura da equipe e os caminhões virão com melhorias e mudanças no layout que buscam, cada vez mais, potencializar a imagem das empresas parceiras.