As reformas feitas para a melhoria no autódromo internacional Ayrton Senna, em Goiânia, trouxeram uma preocupação extra para as equipes, na avaliação de Renato Martins, da RM/Volkswagen. Não que o asfalto esteja pior em relação ao do ano passado. Pelo contrário: com as mudanças em algumas curvas, o comportamento do caminhão mudou bastante, e assim os times têm de procurar novas soluções no acerto para melhorar o desempenho das máquinas.
“O asfalto era muito ondulado, principalmente na entrada de algumas curvas mais lentas. Neste ano, com o recapeamento nas áreas mais críticas, o problema foi amenizado, mas agora precisamos trabalhar intensamente no acerto de suspensão, porque as soluções usadas nas corridas anteriores disputadas aqui podem não funcionam com o novo asfalto”, explica Renato Martins, campeão da Truck e recordista de vitórias da categoria.
Apesar da dor-de-cabeça extra proporcionada às equipes, os pilotos da RM/Volkswagen elogiaram a iniciativa de melhoria no autódromo.
“Quanto mais autódromos em condição de receber a Truck no Brasil, melhor para a nossa categoria”, avalia Jonatas Borlenghi, que terminou a primeira sessão como o mais rápido. No final do dia, ficou com a oitava posição.
O bom rendimento de Borlenghi na primeira sessão e o terceiro tempo de Martins no treino final deixam o time otimista em relação ao treino classificatório de amanhã. Além disso, o retrospecto recente da RM/Volkswagen é excelente. Nas duas últimas provas, Martins conquistou a pole position. E, na prova de Goiânia do ano passado, ele também largou na primeira fila.
A equipe, no entanto, sabe que a alta competitividade da Fórmula Truck é um fator que impede a previsão de qualquer resultado durante o final de semana de GP, como explica Beto Napolitano, vencedor da etapa de abertura do campeonato, no mês passado, em Caruaru, e atual líder do campeonato.
“As mudanças vão complicar o trabalho das equipes, até porque a pista ainda está sem aderência. Mas não podemos reclamar, porque isso é igual para todo mundo. Com certeza vamos nos esforçar para manter o bom ritmo das duas últimas provas e se manter no topo, mas a concorrência será forte”, explica Napolitano, nono colocado no treino final do dia.
O dia de hoje só não foi produtivo para Débora Rodrigues. A única representante das mulheres na Truck não conseguiu completar nenhuma volta, devido a um problema mecânico.
“É uma pena começar o final de semana assim, mas é melhor que a falha aconteça na sexta do que na corrida de domingo”, comentou a musa da categoria.