A rodada dupla deste fim de semana da Fórmula Renault no Autódromo Internacional de Campo Grande, na capital do Mato Grosso do Sul, marcará a retomada da competição para os pilotos que disputam a temporada 2006 da principal categoria de acesso do automobilismo brasileiro. Nesta sexta-feira (12/05) começam os treinos livres para a 3ª e 4ª etapas do torneio, que teve a primeira rodada em Curitiba (PR), apenas no final do mês de março. Com o adiamento da rodada de Tarumã (RS), os pilotos enfrentaram um período de quase 50 dias sem correr. Mas, ao contrário do que se pode imaginar, a garotada da F-Renault não ficou parada.
Entre as etapas de Curitiba e a rodada deste fim de semana, o piloto Rodolpho Santos (Neosoro/Palu Suisse), da equipe Bassani Racing, não descuidou na preparação. “O automobilismo é muito competitivo e profissional, mesmo em uma categoria-escola como a nossa”, diz ele. “Como o regulamento não permite treinos com o F-Renault propriamente dito, tentei me preparar do jeito que eu pude. Treinei a parte física e psicológica para a prova em Campo Grande. E, como boa parte dos meus concorrentes, fui a Campo Grande andar com um Fórmula São Paulo (antigo Fórmula Ford). Acho que estou bem-preparado”, explicou o estreante na Fórmula Renault Brasileira.
Ao conhecer os 3.433 metros do traçado do Autódromo Internacional de Campo Grande a bordo de um carro da Fórmula São Paulo, o goiano Rodolpho Santos coletou informações que já o ajudam a analisar como deve ser o fim de semana: “Foi a minha primeira vez na pista, e achei bem legal, um traçado seletivo com curvas de baixa, média e alta velocidade”, explicou o piloto da Neosoro/Palu Suisse. “Mas, como o circuito fica um bom tempo sem ser usado, o mato cresceu muito”, observou Santos. Por isso, o jovem de 17 anos tem uma preocupação: “Será difícil para ultrapassar. Como a pista está suja devido à falta de uso, se o piloto sair do traçado para tentar passar alguém é capaz de não conseguir voltar pois vai escorregar na sujeira. Acho que muita gente vai rodar, especialmente por que há muitos novatos na categoria, como eu mesmo.”
Sobre sua expectativa com relação ao seu desempenho na rodada de Campo Grande, Rodolpho Santos já tem sua receita para andar bem. “É uma pista onde é muito importante manter a constância, não pode errar de jeito nenhum”, explica o piloto, que definiu uma estratégia: “A expectativa da minha equipe é de um bom resultado, mas não posso esquecer que tenho que manter a regularidade no campeonato e brigar para marcar pontos. Assim, minha meta principal é chegar ao final da corrida – e acidentes estão fora de questão. No futebol, o que vale é bola na rede. Aqui, o que conta é quantos pontos você leva para a tabela de classificação.”