A corrida é estreante no calendário, o circuito é completamente novo, o traçado ninguém conhece e o asfalto acaba de ser recapeado. A primeira prova da história da Copa Clio na cidade de Salvador (BA) é uma incógnita para todos os pilotos da categoria. A única certeza é que fará calor, muito calor. A expectativa é pela corrida mais quente da temporada, superando as temperaturas alcançadas no Rio de Janeiro (RJ) e em Campo Grande (MS), tanto pela época do ano quanto pela localização geográfica da pista. Alguns pilotos mais experientes, conscientes das condições climáticas da região, chegam a Salvador muito bem preparados. O paulista Wagner Cardoso (CNA), por exemplo, vai utilizar um colete que serve para refrigerar o corpo dentro do carro. Ele é o único da Copa Clio a dispor do equipamento, que passa a ser um trunfo para a corrida deste domingo (20), que será disputada às 11h00 (horário de Brasília), com transmissão da Rede Record.
O colete de Wagner Cardoso é importado, tem um custo aproximado de R$ 2 mil e faz sucesso até entre os pilotos da Stock Car. Entre os adeptos do equipamento, estão Ingo Hoffmann, Guto Negrão, Duda Pamplona, Felipe Gama e Giuliano Losacco. O sistema é ligado diretamente ao corpo e conectado a um reservatório com cinco litros de água gelada. Uma bomba faz com que o líquido circule entre canos que passam por todo o colete. A sensação de frescor permite que o piloto tenha um menor desgaste físico e possa ficar mais concentrado na corrida. Será a segunda corrida de Wagner Cardoso com o equipamento. “Utilizei o colete pela primeira vez em Vitória (ES), o outro circuito de rua da temporada. Fez muita diferença e refrescou bastante dentro do carro. Lembro que antes de utilizar este equipamento, cheguei a molhar o macacão com água gelada antes de entrar no carro numa corrida em Campo Grande. É o tipo de coisa que eu não preciso mais fazer porque o equipamento me dá tranqüilidade mesmo nas corridas mais quentes”, conta o piloto.
Se o calor não chega a ser uma preocupação, a disputa pelo título é o que mais mexe com Wagner Cardoso. Depois de conquistar seu melhor resultado no campeonato na etapa anterior, chegando em segundo lugar na pista de Tarumã (RS), ele se aproximou do líder, José Cordova, e entrou na briga direta para ser campeão. Está apenas 30 pontos distante do primeiro colocado, sendo que ainda restam 81 em disputa (são 27 pontos em jogo por corrida). “Meu objetivo era manter a regularidade para chegar nas últimas três corridas em condições de disputar o título. Agora é pensar em vencer minha primeira corrida no ano e tentar terminar sempre na frente dos meus principais adversários”, afirma Wagner Cardoso. A primeira vitória, na verdade, já poderia ter vindo e escapou por pouco em Tarumã. Ele cruzou a linha de chegada colado no vencedor, André Bragantini. A diferença entre eles na bandeirada foi a menor da história da categoria: apenas 0s031.