Nem mesmo as maratonas de corridas enfrentadas nas rodadas duplas de Brasília e do Rio de Janeiro causaram tanta apreensão ao piloto baiano radiado em Brasília, Luiz Razia, quanto a rodada dupla deste domingo (9) do Renault Speed Show, que será realizada no Autódromo de Tarumã, na Grande Porto Alegre. Único piloto a competir simultaneamente na Fórmula 3 Sul-Americana e na Fórmula Renault nesta temporada, Razia acredita que as características do circuito – que é de alta velocidade e exige muita concentração por parte dos pilotos –façam com que esta seja a etapa mais desgastante do ano para ele. “Os treinos e as quatro corridas que terei pela frente vão exigir muito da parte física e, embora eu esteja bem preparado, o cansaço pode prevalecer. Essa corrida será uma prova de fogo para o meu condicionamento físico”, declarou o piloto.
Acostumado a uma verdadeira maratona de testes e corridas nesta sua temporada de estréia no automobilismo, Razia, de apenas 16 anos de idade, tem na dedicação aos treinos físicos uma das armas que lhe permite acelerar o processo de aprendizado no esporte. Campeão Brasileiro de Kart em 2004, ele estreou este ano em categorias de monopostos e conquistou uma vitória e outros três pódios na Fórmula 3 Sul-Americana. “Estou treinando muito para me adaptar rapidamente. O condicionamento físico é fundamental porque dele depende a concentração, que é essencial numa pista rápida como a de Tarumã”, acredita Razia.
O circuito de Tarumã também vai exigir de Luiz Razia rápida capacidade de adaptação às diferentes características dos dois monopostos que ele conduzirá durante o fim de semana. Mais estável e com motor mais forte, o Fórmula 3 permite que os pilotos desenvolvam velocidades máximas maiores que as dos carros da Fórmula Renault, o que exige uma também uma tocada diferente. “Na Fórmula Renault é preciso fazer as curvas escorregando menos, porque o motor tem menos potência e não consegue, na força da tração, corrigir um erro de pilotagem. Em um circuito com longos trechos de aceleração, isso reflete muito no tempo de volta. Por isso acho que me adaptar às diferentes tocadas será mais complicado em Tarumã”, finalizou o piloto, que novamente passará cerca de dez horas no cockpit durante toda a rodada.