Como nada é perfeito, até mesmo a nona etapa (7ª rodada) da Fórmula Renault Brasil, que será realizada neste domingo (25) como preliminar do GP Brasil no Autódromo de Interlagos, tem seu lado negativo. Ponto alto do calendário na opinião da maioria dos pilotos, a prova é a mais sacrificante do ano para as eles, que têm apenas uma hora de treinos antes da largada para um público de 65 mil pessoas. O esforço, no entanto, é compensado pela oportunidade de integrar o maior evento de automobilismo do ano e pela oportunidade de correr diante dos chefões da Fórmula 1. “É uma chance única, que tem os prós e contras como tudo na vida. Acho esse o ponto alto do ano e é preciso entender que a preliminar do GP Brasil é uma etapa atípica. Vamos para a pista para correr, e não para treinar. É o famso senta e vira”, declarou o baiano radicado em Brasília, Luiz Razia (Dragão Motorsport).
Razia fará neste domingo sua primeira corrida no Autódromo de Interlagos, e aguarda com ansiedade a etapa “relâmpago” paulistana. “Corremos diante de um público muito grande em Vitória, mas em Interlagos imagino que seja diferente pelas características da pista. Na rua, não dá para olhar para mais nenhum lugar que não a pista. No autódromo, imagino que a gente sinta mais a euforia da torcida nos dois longos trechos de reta”, declarou o piloto, que vem de uma seqüência de pódios na Fórmula 3 Sul-Americana, e espera conquistar sua primeira vitória na F-Renault em São Paulo. “Seria ótimo vencer pela primeira vez uma corrida com o glamour da preliminar do GP Brasil. Estou com boas expectativas porque sempre fomos bem nos treinos coletivos realizados em Interlagos, e agora chegou a hora de colocarmos em prática o que foi desenvolvido no começo do ano”, completou.
Na opinião do chefe da equipe Dragão Motorsport, Luis Trinci, os testes coletivos do início do ano serão muito mais importantes no resultado da prova do que as sessões livres do fim de semana. “Para essa corrida o carro tem que chegar bom. Não dá para fazer muita coisa. O piloto tem que sentar no cockpit e virar rápido logo de cara. Sem dúvida é uma corrida atípica”, declarou Dragão.