Após disputar no último final de semana a sexta etapa da Stock Car Light em Brasília (DF) diante de 42 mil pessoas, no maior público da história da categoria, o paulista Paulo Salustiano se prepara para correr desta vez diante de aproximadamente 70 mil fanáticos por automobilismo, durante a nona etapa da Fórmula Renault, que servirá de preliminar para o GP do Brasil de F-1, neste domingo (25/09) em Interlagos (SP). “É uma sensação inexplicável. A vibração que o pessoal passa das arquibancadas é impressionante e ver aquelas arquibancadas lotadas até arrepia. Além disso, nossos patrocinadores ficarão felizes, pois em uma semana mais de 100 mil pessoas verão seus logotipos estampados no carro”, destacou o piloto que é apoiado pela Sawary, Nicoboco e TAM.
Apesar da festa que será realizada no Autódromo José Carlos Pace, nem tudo agrada Paulo Salustiano, o mais experiente piloto da Fórmula Renault, que alerta para a falta de tempo e espaço que os pilotos e equipes terão durante o final de semana, já que ficarão instalados no Kartódromo e terão apenas quarenta minutos de treinos livres e meia hora de classificação. “Acho péssimo a falta de tempo para treinar. Além disso, ficamos espremidos no kartódromo. Acredito que merecemos um pouco mais de respeito, pois cada etapa da F-Renault custa caro e neste caso não vejo um tratamento digno para a categoria”, critica o paulista de 21 anos.
Outro ponto em que Salustiano discorda é o horário da corrida, marcada para as 9 horas (horário de Brasília) e a falta de treinos coletivos no circuito paulista, prometidos pela organização da categoria. “Nos prometeram diversos treinos coletivos, mas fizeram apenas dois. Também não gostei muito do horário. Pela primeira vez irei disputar uma corrida tão cedo. Vendo por outro lado, no entanto, será uma experiência diferente”, continua.
Sobre a preparação para a prova, o piloto na M4T Motorsport não sabe como seu Tatuus-Renault se comportará na pista de Interlagos, por causa da borracha depositada pelos carros de F-1. “É difícil falar. Iremos com o acerto padrão e tentaremos fazer alguma coisa na meia hora que nos disponibilizaram para treinar. Vamos pegar a borracha da F-1, que é bem mais aderente que a nossa e não sabemos qual será a reação do carro”, finalizou Salustiano.