Metade da temporada da Fórmula Renault já se passou, e Douglas Soares, sétimo colocado do campeonato, fez uma avaliação de seu desempenho. O piloto, que disputou seis das sete provas, conseguiu ir três vezes ao pódio — um segundo e dois terceiros lugares — e obteve uma pole. A vitória bateu na trave diversas vezes, sobretudo na segunda etapa de Brasília, onde liderava e acabou tocado por Bia Figueiredo nas voltas finais.
“Acho que foi um início de temporada muito proveitoso, considerando que eu não disputei a primeira etapa. Tive alguns problemas, mas conseguimos andar bem em quase todas as pistas até aqui”, declarou Soares, que está com 81 pontos na classificação geral. O líder é Felipe Lapenna, com 149.
“Nessa altura do campeonato, qualquer vacilo significa adeus ao título. Mas eu, meu engenheiro Guilherme Ferro e todos da equipe Prop Car estamos muito motivados em buscar os resultados e a recuperação na tabela.”
A segunda parte do certame inclui três provas em São Paulo, uma rodada dupla em Londrina e as provas em circuito de rua de Vitória e Florianópolis. “São todas pistas que eu gosto. Mas Interlagos é a pista que eu mais conheço e onde realizei todos os treinos dessa temporada. Acredito que temos tudo para sermos competitivos em São Paulo”, prevê Douglas.
A sorte não ajudou o paulista nas últimas etapas em Jacarepaguá. O motor morreu antes da largada da primeira prova e na segunda o problema voltaria a se repetir — Soares teve de manter o giro alto do propulsor. Sua corrida acabaria, no entanto, na primeira curva, após um acidente. Mas quando tudo parece ruim…
“Eu estava voltando a pé para os boxes por uma pista de acesso do safety-car quando um lagarto muito grande esboçou um ataque”, contou Douglas. “Levei um grande susto, mas nao aconteceu nada. Depois até achei engraçado, entendi mais ou menos o porquê do nome do bairro”, brincou o piloto. Jacarepaguá significa “lagoa rasa dos jacarés”.