O circuito de Jacarepaguá recebe neste domingo a Copa Clio e a Fórmula Renault em um final de semana que pode ser marcado pela realização da última prova oficial na pista ainda na sua configuração original, antes das obras dos Jogos Pan-Americanos de 2007.
Nesta possível derradeira corrida, os torcedores cariocas terão pelo menos um consolo: deverão assistir a uma das etapas mais movimentadas e equilibradas da temporada. A previsão é de Paulo de Tarso, diretor da Action Power, empresa curitibana que produz os carros da Copa Clio e atende a categoria desde sua criação, em 2002.
“O desempenho e equilíbrio entre os carros tem se mostrado acima da média. A maioria deles já está na quarta temporada, demonstrando a mesma competitividade quando iniciaram. Isso representa qualidade e durabilidade”, explica de Tarso, citando o fato de quase 20 carros ficarem no mesmo segundo em cada treino.
Ainda que a etapa carioca seja realizada em um circuito de quase cinco quilômetros, em que a diferença de tempo de volta tende a ser maior, a expectativa é de uma prova bem equilibrada. Até mesmo o fato de a cidade estar no nível do mar, que geralmente acarreta uma performance diferenciada do motor por haver maior pressão atmosférica, pouco influencia no desempenho dos Clios de corrida.
“A tecnologia eletrônica empregada pela Renault no sistema de injeção permite uma autocorreção, fazendo com que o motor tenha o mesmo rendimento independente das influências climáticas da cidade onde corre”, conta Paulo de Tarso.
O diretor da Action Power também espera um aumento no número de participantes já para a etapa do Rio de Janeiro, programada para este domingo.
“O interesse de novos pilotos é alto, mesmo com o campeonato em andamento. Afinal, a Copa Clio tem um custo baixo e um retorno de mídia muito bom. Este aumento do interesse nos traz muita satisfação, mostrando a credibilidade do nosso trabalho”, completa Paulo de Tarso.