Marcos Gomes anuncia a “hora da virada”

Com 64 pontos em jogo neste fim de semana, a rodada dupla da Fórmula Renault em Jacarepaguá poderá provocar modificações profundas no campeonato de pilotos. Mais do que uma possibilidade, essa é a esperança do paulista Marcos Gomes (Medley), que conta com um bom resultado na 6ª e 7ª etapas para se aproximar – ou, eventualmente, até ultrapassar – do líder Felipe Lapenna na classificação. A hipótese é sustentada pelos números: Lapenna tem 107 pontos e Gomes é o 7º colocado com 59.

“Esta é a hora da virada. No total, faltam nove corridas e ainda há muitos pontos em jogo, mas as provas no Rio de Janeiro são importantes na minha recuperação porque podem me levar para as primeiras posições do campeonato”, avisa o filho do tetracampeão da Stock Car, Paulo Gomes. Para levar adiante seu projeto, no entanto, vai precisar superar o retrospecto negativo no Autódromo Nélson Piquet. “É verdade. Corri lá três vezes e nunca tive um carro que me permitisse andar na frente. Agora, acho que tudo será diferente.”

Marcos Gomes defende a Piquet Sports, estreante na Fórmula Renault neste ano. A inexperiência da equipe não o preocupa. “Eles nunca correram nessa categoria no Rio de Janeiro. Mas teremos cinco treinos livres e dois classificatórios. É tempo mais do que suficiente para encontrar um bom acerto. Além disso, posso ajudar nesse trabalho porque conheço bem o traçado de Jacarepaguá”, observa.

Na opinião do vencedor de uma das etapas de maio em Brasília, a principal dificuldade encontrada pelas equipes no circuito carioca é a inconstância das condições do traçado por causa do vento e da areia característicos da região. “O risco é você começar bem e não perceber que a pista está mudando por causa dessas variações. O carro tem de ser mexido praticamente a cada nova sessão de treinos”, ensina Gomes.

Desde a etapa anterior, na inauguração do autódromo gaúcho de Santa Cruz do Sul, a Fórmula Renault passou a seguir o modelo da Stock Car nas tomadas classificatórias. Os pilotos entram na pista em grupos de quatro, de acordo com a classificação inversa do campeonato – o líder é o último classificar. Gomes aplaude a mudança: “São duas voltas rápidas para cada um, sem aquele risco de pegar tráfego e não poder aproveitar os pneus novos. Ficou melhor”, conclui.



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