Disputa em terreno neutro pode trazer surpresas

A quarta etapa do Renault Speed Show, que será realizada neste domingo (12) na inauguração do Autódromo de Santa Cruz do Sul (RS), é a primeira disputa das categorias Fórmula Renault e Copa Clio em terreno neutro desde a estréia do autódromo de Campo Grande no calendário do Speed Show, em 2002. O fato de todas as equipes e pilotos nunca terem estado no circuito deve equilibrar a disputa, mas também pode reservar surpresas.

Para o piloto da Clio Pedro Larriera (El Tranvia/Elemidia), a capacidade de adaptação de cada equipe e também de cada um dos pilotos ao novo traçado pode fazer a diferença nos treinos corridas deste fim de semana. “A novidade desta prova é que ela é novidade para todo mundo, e isso normalmente equilibra a disputa”, declarou Larriera. “Mas, caso uma equipe ache o caminho das pedras muito mais rápido que as outras, terá uma vantagem impossível de ser tirada em apenas três dias e, certamente, ficará com a vitória”, declarou o piloto.

Pedro Larriera mantém boas expectativas para a corrida deste domingo, principalmente pelo fato de que, pela primeira vez desde que estrearam na categoria, no ano passado, ele e sua equipe não chegarão a um circuito em desvantagem em relação ao acerto do carro. “Como os demais times entraram no campeonato dois anos antes que a gente, temos que tirar esse atraso em todas as pistas do calendário, menos em Santa Cruz”, acrescentou o piloto, que tem nacionalidades brasileira e uruguaia. “Estamos acostumados a correr rapidamente atrás do prejuízo e acho que isso pode nos ajudar bastante na etapa gaúcha”, completou.

Pedro Larriera acha que o Brasil estava carente de novos autódromos e que a iniciativa do Rio Grande do Sul deveria ser seguida por outros Estados, como São Paulo e Minas Gerais. “É sempre bom correr em um novo circuito. Defendi a realização de uma prova em Salvador por esse mesmo motivo e, por mim, o calendário deveria ter 20 provas por ano. Acho que outros Estados deveriam seguir o mesmo exemplo do Rio Grande do Sul e do Paraná, que têm três pistas cada um, e construir mais autódromos. O automobilismo gera muitos empregos diretos e indiretos e precisa de investimentos para que possa continuar crescendo”, finalizou Larriera.



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