Bia Figueiredo continua a festejar a vitória

A piloto Bia Figueiredo teve as horas mais felizes dos seus 20 anos de vida. Desde o momento em que cruzou a linha de chegada em primeiro lugar na segunda etapa da Fórmula Renault, domingo à tarde em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, até o final desta segunda-feira, a feliz Bia não pára de sorrir, dar autógrafos, conceder entrevistas para os mais variados meios de comunicação e tirar fotos com fãs e amigos que querem guardar uma recordação da primeira mulher a vencer uma prova na Fórmula Renault.

“Sem dúvida que estão sendo os dois dias mais felizes da minha vida. Eu mesmo até ando com outra cara e as pessoas percebem que estou feliz pelo brilho nos olhos. Recebi vários telefonemas de familiares, de amigos, de gente com quem não falava há muito tempo e também não paro de responder aos emails me parabenizando”, disse Bia Figueiredo.

Depois de no sábado marcar sua primeira pole position na Fórmula Renault, categoria integrante do Renault Speed Show by TIM e que também tem a Fórmula-3 Sul-Americana e a Copa Clio, Bia venceu de ponta a ponta a corrida no sinuoso Autódromo de Campo Grande. No momento em que recebeu a bandeira quadriculada sua vida mudou. Para melhor, claro!

“Nesta segunda pela manhã fui à faculdade de Administração de Empresas que faço na FMU e vários amigos e amigas me deram parabéns. Foi pena que os homens que sempre me encheram dizendo que eu nunca ganhava nada e só terminava em segundo não apareceram na aula. Não deu para falar com eles, mas durante a semana vou encontrá-los”, brincou a piloto que começou a carreira aos oito anos no kart onde conquistou um vice-campeonato brasileiro em 2002 e um vice paulista em 2000.

Apesar das normais brincadeiras dos amigos, o pioneirismo da vitória de Bia na Fórmula Renault, onde estreou em 2003, não a transformou numa feminista. Acostumada ao universo masculino que domina praticamente todo o automobilismo, Bia desconversa, mas mostra opinião firme.

“Não dizem por aí que as mulheres não aceleram tanto quanto os homens? Vamos quebrando barreiras todos os dias, mas eu não corro para isso e sim porque gosto e quero ser vencedora no automobilismo. Meu objetivo principal é ganhar mais corridas neste ano e chegar à Fórmula-1”, completou Bia numa frase repetida pela maioria dos pilotos de monopostos.

Bia Figueiredo não foi a única mulher a conquistar vitórias contra homens no automobilismo brasileiro. No entanto, foi a primeira a vencer com um monoposto numa categoria nacional. Pilotos como Maria Cristina Rosito e Letícia Zanetti também fizeram história no esporte nacional. Porém, Maria Cristina e Letícia se sagraram vencedoras em provas de longa duração (Endurance) e Turismo. Suzane Carvalho se sagrou campeã da Fórmula-3 Sul-Americana Light em 1992 e conquistou duas vitórias.

Antes do feito de Bia Figueiredo, a última mulher a superar homens na pista tinha sido Maria Cristina Rosito, no dia 18 de maio de 2003 no Autódromo de Curitiba, quando ela se alternou no volante com Marcus Peres em prova válida pelo Campeonato Brasileiro de Marcas (Brascar).



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