O Autódromo de Brasília é, sem dúvida, o que o piloto Luiz Razia (Dragão Motorsport) conhece melhor entre todos os circuitos que integram os campeonatos da Fórmula 3 Sul-Americana e da Fórmula Renault. Mas a pista de Campo Grande, que receberá neste fim de semana a segunda rodada do Renault Speed Show, vem logo a seguir nesta lista. Depois de passar oito dias treinando na pista sul-mato-grossense desde que começou os testes na F-3, no ano passado, Razia pôde aprender os segredos do traçado e se sente “correndo em casa” no Autódromo Orlando Moura. “Este é um circuito difícil, que mistura curvas de baixa e de alta velocidades. Pelo clima da região, as condições da pista mudam muito e, por isso, acredito que não há favoritos para as três corridas deste fim de semana”, declarou o piloto, o único a competir na Fórmula 3 Sul-Americana e na Fórmula Renault nesta temporada.
Estreante no automobilismo depois de uma carreira vitoriosa no kart, Luiz Razia completou mais de 1.200km de testes no Autódromo Internacional de Campo Grande. Em oito dias de treinos, foram cerca de 350 voltas pelo circuito em um trabalho de desenvolvimento comandado pelo experiente Luiz Trinci, o Dragão, chefe da Dragão Motorsport. “O importante nessa corrida de Campo Grande é respeitar o circuito. Não existem favoritos porque nenhum piloto, por mais rápido que seja, consegue antecipar todas as variações que a pista pode apresentar. O vento costuma trazer poeira para o traçado, o calor é outro item que faz muita diferença, e por isso vamos para essa prova com os pés no chão: temos condição de vencer, mas será preciso trabalhar bastante”, declarou Dragão, que ganhou a corrida de 2004 da Fórmula Renault em Campo Grande com o piloto Alan Hellmeister.
Com 3.433 metros de extensão e oito curvas, o Autódromo Orlando Moura é o de menor média horária entre os circuitos permanentes usados pela Fórmula Renault. No ano passado, o melhor tempo no treino classificatório foi obtido por Hellmeister, que virou a uma média de 150 km/h. Somente nas pistas de rua de Vitória, com 146 km/h de média, e Florianópolis, com 144 km/h, os pilotos desenvolvem velocidades inferiores às de Campo Grande. “O curioso dessa pista é que, embora a velocidade durante toda a volta não seja tão alta, temos trechos rápidos, como a reta oposta e o curvão e trechos mais lentos que são bastante técnicos. E essas curvas, se bem contornadas fazem muita diferença no tempo de volta”, completou Razia.