X Games: veterano dos ralis, Guiga terá de “aprender a ultrapassar”

Acostumado com os ralis, seu “habitat natural”, Guilherme Spinelli terá de lidar com uma característica do Global Rallycross que é completamente incomum ao universo off-road que está acostumado: a ultrapassagem. Com diversos títulos no Rally dos Sertões e inúmeras participações no Rally Dakar, Guiga quase nunca teve a oportunidade de “trocar tinta” ou “bater porta” com um concorrente durante uma competição.

O piloto do X Team Mitsubishi na etapa de Barcelona dos X-Games já se encontra em solo espanhol estudando o evento, onde carregará um status igualmente novo em sua carreira, o de estreante. A sensação, garante ele, é a mesma, de ansiedade e empolgação. “Estou muito animado. Esta modalidade me parece extremamente prazerosa aos pilotos, mas é difícil criar expectativa quanto ao resultado, pois não tenho ideia da performance dos outros pilotos. Já o formato é fácil de me familiarizar e o modelo de pista é parecida com a dos prólogos nos ralis”, afirma.

“Essa disputa lado-a-lado não existe nos ralis. É o maior diferencial para mim em termos de pouca experiência. Não há limitações de toques, também, e você fica à mercê do que acontece. Por exemplo, você pode dividir uma freada, tomar um toque por trás e ficar de fora”, comenta o piloto, que utilizará o modelo Lancer EVO XTR do time, apoiado por Petrobras e patrocinado por Mitsubishi, SKY e Outback.

As análises feitas a exaustão das imagens do companheiro de equipe Nelsinho Piquet na etapa disputada em Foz do Iguaçu, no mês de abril, fizeram Spinelli notar um detalhe que, para ele, é considerado vital na competição. “Pelo que vi em Foz, o ponto fundamental é a largada e ela depende de sua posição no grid: se você larga por dentro, todos te espremem; se parte por fora, é preciso arrumar um espaço por dentro. Isso cria uma expectativa sobre como vou me virar”, destaca.

Por fim, outra novidade para Guiga é correr dentro de um estádio poliesportivo: a prova acontece no Estadio Olimpic De Montjuic Lluis Companys, sede dos Jogos Olímpicos de 1992. “É uma pista, por conta das limitações de espaço, mais travada que a de Foz do Iguaçu e com curvas mais lentas. Teremos também aquele salto que cruza a pista de baixo. Este será um atrativo muito legal para quem assiste”, finaliza.

Por XYZ Live