A edição 2006 do Dakar não ganhou status das mais difíceis da história. Mesmo assim, o índice de abandonos não foi dos mais baixos. Amanhã, na última etapa –um trecho de apenas 110 quilômetros em Dakar, com 31 km cronometrados –, devem largar apenas 195 dos 475 veículos que partiram de Lisboa no dia 31 de dezembro. De cada dez motos, carros e caminhões inscritos, seis foram embora antes da bandeirada final.
A maior debandada aconteceu entre os carros: somente 68 (39%) dos 174 devem chegar ao Lago Rosa, tradicional ponto final do Dakar. Entre as motos, 138 dos 232 competidores deram adeus antes de completar os 9.043 quilômetros. O melhor aproveitamento ficou entre os caminhões: metade continua firme na prova.
Pedras no Marrocos, dunas na Mauritânia, árvores no Mali e buracos no Senegal foram os principais vilões. O Dakar 2006 termina ainda com um saldo de três mortes: o piloto o australiano Andy Caldecott e duas crianças que assistiam à corrida no Senegal.
No histórico do Dakar, as provas da segunda metade dos anos 80 foram as mais ingratas para os que queriam chegar ao final. Em 1987, por exemplo, largaram 539 veículos e, 13 mil quilômetros depois, apenas 124 (22,6%) haviam terminado.
Dakar 2006
Largaram em Lisboa/ Chegarão a Dakar
Motos: 232/ 94 (40,5%)
Carros: 174/ 68 (39%)
Caminhões: 69/ 35 (50,7%)
TOTAL: 475/ 194 (40,8%)