Os pilotos Jean Azevedo (moto), Klever Kolberg (carro) e André Azevedo (caminhão) passaram nesta sexta-feira pelas verificações administrativas e técnicas obrigatórias antes da largada do Dakar 2006. O único da equipe Petrobras Lubrax a enfrentar problemas diante dos rigorosos fiscais no Centro Cultural Belém, em Lisboa, foi André. Um erro na fiação do sistema do localizador via satélite e as datas de validade do cinto de segurança e do macacão do mecânico Mira Martinec atrasaram o andamento da vistoria do caminhão Tatra. Foram sete horas de checagens.
Minutos depois dos últimos carimbos na verificação, André recebeu a notícia da desclassificação da equipe Daf, forte candidata ao título. Entre os eliminados estão Hans Bekx (caminhão 502), Gerard de Rooy (504) e Jan de Rooy (506). Sem entrar em detalhes, o presidente do júri entre os caminhões explicou que os Daf reformulados para o Dakar 2006 não cumprem as regulamentações da FIA. Para André Azevedo, a desclassificação pode ser boa quando se fala em resultado, mas o piloto brasileiro não se mostrou feliz. “É sempre bom vencer os concorrentes durante a prova, não antes”, disse André.
Acompanhada do mecânico Geraldo Lima, a KTM de Jean Azevedo não teve problemas diante dos fiscais. Partes da moto como o motor e os escapamentos foram marcados com tinta laranja para ajudar no controle da organização. “É uma tarefa chata, mas necessária”, afirmou o piloto, que usará número 7 em sua oitava participação na prova.
O Mitsubishi Pajero de Klever Kolberg e Eduardo Bampi também foi aprovado facilmente pela vistoria. A demora na checagem ficou por conta do navegador Eduardo Bampi, que fez questão de assistir às aulas de GPS ministradas pela organização do Dakar. “Já sei como proceder. Estou tranqüilo, mas não custa nada mais uma aula”, disse o paranaense. O motor do carro recebeu seis lacres para garantir que não será modificado durante a prova. “É sempre um alívio receber todos os carimbos e estar pronto para a largada”, disse Kolberg. Ele lembrou do caso de um piloto que no ano passado não pôde largar devido às medidas erradas no tubo da gaiola de proteção. “São detalhes, mas que podem acabar com o sonho de participar do Dakar”.