Dakar: Kolberg e Bampi fazem sintonia fina

Pranchas de desatolamento acomodadas de maneira inadequada, ferramentas que não estão à mão, hodômetro sem a aferição necessária, faróis de milha desregulados, o sistema de comunicação dentro do carro… Estes e outros 35 itens foram checados pela dupla Klever Kolberg e Eduardo Bampi durante a segunda e a terça-feira na oficina da Timbau, preparadora do Mitsubishi Pejero Full que vai levá-los pelos 9.043 quilômetros entre Lisboa e Dakar. “O carro vem pronto, com tudo, mas esta sintonia fina precisa ser feita e pode nos dar minutos preciosos no deserto”, afirmou Kolberg, que participa da prova pela 19a vez consecutiva.

Trata-se do mesmo Mitsubishi usado pelo piloto no Dakar 2005. A única diferença está na embreagem, trocada devido aos problemas apresentado na edição passada da prova. Em uma etapa longa e de muitas dunas na Mauritânia, a peça quebrou e deixou o gaúcho parado por várias horas no deserto. O problema lhe custou várias posições e o tirou do grupo dos dez mais rápidos da prova.

A dupla também realizou pequenos treinamentos para as corriqueiras trocas de pneus. “Para perder o menor tempo possível nestes momentos, é preciso saber exatamente onde estão as ferramentas e o que cada um deve fazer na hora da troca”, disse Bampi. Desde o ano passado, a organização proibiu o uso do calibrador interno dos pneus. Para encher e esvaziá-los em caso de mudança de piso, voltou a ser necessário descer do carro e fazer a calibragem manualmente. “Isto também foi treinado”, contou o navegador paranaense.

Para Bampi, os dias que antecedem a largada servem para reconhecer o carro, calibrar o hodômetro e se acostumar com a envergadura da prova. “Aos poucos vou percebendo o tamanho do Dakar.”