Carlos Renaux e Luiz Razia não poderia pedir um desfecho melhor para a Porsche Endurance em Goiânia. Nos 300km deste domingo (16), a dupla se esquivou de problemas para cruzar a linha de chegada na primeira colocação na Sprint Challenge.
A primeira corrida do calendário, em Termas de Río Hondo, foi bastante frustrante para a dupla. Tudo porque na Argentina, quando vinham em ritmo competitivo, foram vítimas de um acidente e precisaram abandonar.
Mas o cenário se reverteu na capital goiana e o degrau mais alto do pódio veio. Após a prova, a dupla deixou claro que o principal objetivo do dia era apenas receber a bandeira quadriculada e, portanto, estava feliz com o resultado.
“Termas fomos tirados da prova por um infortúnio e aqui chegamos com a vontade de ganhar a prova. Quando se corre com dois pilotos é muito ruim quando um sai e o outro não anda, acaba ficando triste por essa situação, então, o objetivo era terminar”, explicou Razia.
“Classificamos na metade do grid, em quinto, saímos bem na largada, fui para terceiro e a estratégia foi bem certeira. Ficamos a manhã inteira discutindo a estratégia e deu certo. E no final foi suado porque o Marcondes também estava rápido, mas o Carlos segurou muito bem, segurou muito, então, estou bem feliz”, continuou.
Renaux seguiu a linha da declaração do colega ao pensar na volta por cima entre uma etapa e outra. “Viemos de um resultado bastante decepcionante da Argentina. Quando estávamos na segunda colocação, um outro competidor acabou batendo no nosso carro e saímos da corrida”, apontou.
“Aqui, conseguimos acertar muito bem a estratégia e isso fez com que a gente pulasse lá na frente e vencesse a corrida. Estamos muito felizes, nos empenhamos muito para traçarmos a estratégia, que foi vitoriosa e estamos aí em primeiro”, continuou.
Os competidores também destacaram como o calor de Goiânia é difícil tanto fisicamente quanto para os equipamentos e que, por isso, é necessária uma administração maior do carro e dos pneus.
“Depende muito de como o piloto acaba escolhendo acerto do carro. Se você utilizar um acerto um pouco mais endurecido você acaba priorizando a volta rápida, mas deteriora mais os pneus”, disse Luiz.
“E aqui em Goiânia, por conta do calor, o acerto é muito determinante. Nós não tivemos problemas, primeiro pneu que eu larguei, tivemos deteriorização traseira, mas nos outros pneus deu tudo certo”, emendou.
“Aqui é muito quente, chegamos a uma temperatura de 60 graus dentro do carro. Aí imagina que estamos com macacão, roupa anti-chamas, então, é bastante difícil. Precisamos nos hidratar bastante antes de entrar no carro, mas a condição é igual para todos, todo mundo tem a mesma condição e o que prevalece mesmo é a estratégia”, concluiu Renaux.
