Uma corrida é cansativa, duas então… Mas imagina ter de disputar quatro? Essa é a realidade vivida por Eduardo Menossi e Léo Sanchez durante a abertura da temporada 2021 da Porsche Cup no Velocittá neste final de semana.
Após tanta expectativa, a categoria brasileira enfim deu o pontapé inicial. A abertura da temporada está acontecendo em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, e segue o já tradicional formato de rodada dupla. Entretanto, para este campeonato, separou as corridas no sábado e domingo.
Isso dá uma leve folga para Menossi e Sanchez, mas nem tanta. A dupla optou por disputar a primeira etapa do calendário tanto na classe Carrera Cup 4.0 quanto na GT3 Cup 3.8, tudo para poderem se decidir qual o campeonato que vão correr no restante do ano.
E de onde surgiu a ideia? Menossi, da MenzOil, explicou e deu detalhes. “A ideia veio porque estava muito em dúvida. Já ia fazer o 4.0 no Endurance, a ideia seria fazer uma pré-adaptação para o carro novo que vai chegar, o 992. Já tínhamos definido, eu e Diego Nunes, de correr no Endurance na 4.0”, disse com exclusividade ao F1Mania.net.

“Ficou aquele dilema, o grid da 3.8 está muito cheio, tem bastante gente nova chegando e eu meio que me cobrando um desafio maior. O Dener [Pires, organizador do evento], junto com o Vini, sugeriram de correr as duas e tirar a dúvida. Tem um test-drive na prática e definir o que vai seguir no campeonato”, continuou.
Sanchez seguiu as palavras do amigo e apontou que “essa loucura tudo começou com meu amigo Eduardo Menossi. Ele me ligou e disse ‘poxa, Leo, estou na dúvida se fico na 4.0, na 3.8. Vamos fazer juntos uma loucura? Consegui com que a gente fizesse essa primeira etapa do campeonato nos dois carros para depois escolher’.”
“Eu topei, confesso que ficar treinando, entra em um carro, sai e entra no outro, é um pouco cansativo, mas acho que vai ser tranquilo. Estou acostumado a andar em Endurance, tenho uma preparação física boa, então, por enquanto estou segurando bem”, completou o competidor ao F1Mania.net.
Léo seguiu seu discurso apontando as diferenças entre os carros e como tem sido a adaptação no 4.0. “É muito diferente… O torque, até a estabilidade, o ABS, mas poxa, estou gostando bastante. A 3.8 eu já andava, é uma coisa que já está mais no cérebro, no inconsciente”, contou.
“Na 4.0 tô gostando bastante do carro, achei que ia estranhar mais por ser mais potente, ser mais arisco. Mas é um carro bem interessante com estabilidade muito boa. Espero evoluir bastante nesse final de semana nessa primeira etapa do Velocitta”, continuou.
Por fim, apontou como o Carrera 4.0 é mais divertido de guiar. “É bem mais legal em tudo. É um carro mais completo, não só por causa do torque, da estabilidade. Mudou bem, quem olha de fora não parece tanto, mas quem tá dentro sente”, concluiu.
