Feldman e Salas comandam TL. Confira pontos de frenagem de Termas de Río Hondo

Mesmo após o término da quarta etapa do campeonato Sprint da Porsche Cup Brasil, em Termas de Río Hondo, os carros da categoria monomarca mais veloz do Brasil permanecem em solo argentino. É que neste domingo (14) será disputada a primeira etapa da temporada de Endurance da categoria. São 24 duplas só na classe Carrera Cup. A corrida terá 300 quilômetros de duração – ou 63 voltas.

O traçado veloz e técnico de Termas de Río Hondo recebeu diversos elogios dos pilotos. Vencedor na passagem anterior da Porsche Cup na pista argentina em 2017, Werner Neugebauer mostra intimidade com o traçado de 4.805 metros. “Termas impressiona pela largura da pista, o que possibilita mais de uma linha de traçado. A freada mais forte é ao final da reta oposta, onde chegamos a mais de 260 km/h em sexta marcha e reduzimos para segunda, na curva mais lenta do circuito. Há três ou quatro pontos onde freamos atacando a curva, o chamado trail braking, quando freamos já no contorno, já que são curvas longas, o que exige bastante tanto dos freios como dos pneus”, explica Werner Neugebauer, que na etapa da semana foi autor da pole position, venceu a primeira corrida e terminou a segunda no pódio em terceiro. Ele formará dupla com Ricardo Zonta.

“Termas do Rìo Hondo é um dos circuitos mais rápidos da temporada. Com 4.805m, tem uma das maiores retas da competição com aproximadamente 1.070 metros, fazendo com que os carros cheguem ao limite tanto em velocidade final, alcançando em torno de 260 km/h, quanto em desaceleração e frenagem reduzindo de 6º marcha para 2º ao final da reta, requisitando assim uma maior eficiência dos freios, performance e recuperação térmica”, destaca Ronaldo  Chremonezi, gerente de Engenharia e Produto da Fremax.

Na primeira curva do circuito, à direita, os carros chegam a 230 km/h em sexta marcha e reduzem para terceira. A frenagem baixa a velocidade do carro para que o contorno seja feito a cerca de 105 km/h; na curva 2, os pilotos reduzem de 190 para 90km/h em poucos metros no contorno à esquerda e que leva à maior reta do traçado, de 1.070 metros.

Na reta, os carros alcançam os 260 km/h e é nela que acontece a maior frenagem: redução de 180 km/h em poucos metros para que o lento contorno à direita seja feito a pouco menos de 80 km/h.

Outras curvas que demandam força no pedal do freio são as curvas sete (de 240 para 95 km/h em redução de sexta para segunda marcha no contorno à direita), a curva nove (de 200 para 135) e a curva 12, a penúltima do traçado, na qual os pilotos reduzem de quinta para segunda marcha, baixando a velocidade de 220 para 75 km/h.