Fefo e Dudu Barrichello ficam a 0.028s do top10 no grid dos 500 km após reconstrução do Porsche #111

Nesta sexta-feira Fernando e Dudu Barrichello disputaram a classificação para os 500 km da Porsche Cup, em Interlagos. A dupla passou por uma jornada de recuperação após acidente de Fefo na quinta-feira e com o carro entregue a poucos minutos da sessão que definiu o grid de largada.

Fernando disputa seu terceiro final de semana de prova consecutivo após subir duas vezes no pódio da preliminar da Fórmula 1, na capital paulista, e competir as rodadas finais do campeonato espanhol da Fórmula 4.

Dudu Barrichello que compete a temporada regular da Stock Car teve pouco contato com a máquina da Porsche devido ao acidente do irmão mais novo. A equipe de mecânicos da categoria passou a madrugada consertando o bólido que ficou pronto a menos de 30 minutos do início da sessão classificatória, aumentando ainda mais a dificuldade da dupla.

Sem ter realizado nenhuma sessão de treino nesta sexta-feira, os irmãos Barrichello foram para os 4.309 metros do traçado de Interlagos em busca de uma boa colocação no grid de largada. Fefo foi o primeiro a levar o Porsche #111 para a pista, o grid de largada seria definido pela média das voltas dos dois pilotos.

Na segunda parte da sessão Dudu Barrichello entrou em ação e passou a fazer suas voltas rápidas. Faltando 10 minutos para o término Fefo retornou ao traçado de 12 curvas da capital paulista para tentar melhorar a média de tempo da dupla.

Após cinquenta minutos de sessão, a dupla que superou a dificuldade de realizar o quali sem ter realizado ao menos um treino nesta sexta-feira e garantiu do 11º lugar do grid de 35 carros.

A prova de 500 km da Porsche Cup, em Interlagos, acontece neste sábado, a partir das 14h40 com transmissão ao vivo pelo Youtube da categoria e flashes pela Band.

O que eles disseram:

“É uma coisa que faz parte do nosso esporte, sofri um acidente ontem. Foi uma infelicidade, mas imediatamente tive muita gratidão quando percebi que os danos para mim ali eram mínimos. O acidente foi muito forte e poderia ter acontecido uma coisa muito grande. Foi ver o que a gente podia melhorar, minha perna um pouco machucada ainda, fiz muito tratamento. É agradecer ao pessoal, fui lá dar um abraço em todo mundo da Porsche, que trabalhou a noite inteira e o dia inteiro hoje para botar esse carro na pista. Ele está inteiro, zero bala. Foi um trabalho impecável. A gente tava junto, assistindo, e realmente não tenho palavras para agradecer ao trabalho todo de todos ali dentro tentando colocar esse carro de volta na pista. Foi emocionante. Vou dar tudo o que tenho, não consegui treinar, mas acho que faz parte, e as dores também fazem parte. E agora é agradecer a papai do céu a oportunidade de poder estar bem.”

Fefo Barrichello

“Para mim foi muito difícil, porque eu já estava de capacete, pronto para andar, quando saiu a bandeira vermelha. Sei que bandeira vermelha não é legal para ninguém, mas pensei que daria para trocar de piloto com um pouco mais de calma. E os pilotos começaram a sair dos carros e vieram até mim, falando que os dois carros da Mahrte estavam lá e um deu PT, acabou no meio. Saí correndo, fui pro fundo do box, atrás da ambulância, falaram que ele ia estar lá no ambulatório. Tirei o capacete, fui correndo lá, encontrei ele e tá tudo certo, na medida do possível. Coitado, ele tá todo dolorido. Mas ele é muito guerreiro, vai tratar das dores dele quando acabar a corrida. Tive a oportunidade de, enquanto ele andava, de dar um abraço em todo mundo que montou o carro de volta, eles viraram a noite. Meninos e meninas da Porsche, a gente deve essa a vocês, tomara que a gente possa trazer um resultado positivo. Realmente foi um trabalho fenomenal. A gente conseguiu dar uma volta cada antes da classificação, eu não tinha sentado no carro ainda. Isso é melhor que muita coisa, essa única volta me ajudou de mais e acho que vai me ajudar a progredir na classificação. Tomara que amanhã a gente possa ter um resultado bom pela nossa família.”

Dudu Barrichello

“A gente estava olhando a reconstrução desse carro. Muita gente me perguntou porque eu postei só as crianças abraçadas, até me deu aquela vontade de chorar, mas é de alívio. Ontem o Fefo teve uma infelicidade, acabou batendo forte, e eu estava saindo dos boxes. E foi uma coisa… eu desci do carro rápido, acho que cheguei em 20 segundos até ele, que estava agitado, falava de alguma coisa da perna, e tal. E a minha preocupação era que ontem, infelizmente, não tinham os bandeirinhas. Tinha muita gente vindo rápido e eu fui pro meio da pista sinalizar, porque poderia ser muito pior. Falei para ele não sair do carro. Foi uma pancada muito, muito forte, a gente tem muita gratidão, não só a Deus por deixar os meninos salvos, mas ao Dener e a toda a equipe da Porsche, que varou a noite. Então, a você, meu amigo que trabalhou nesse carro, que colocou o seu dedinho, muito obrigado. Cheguei a vir aqui à noite, fiquei acompanhando até meia-noite, mas voltei 6h da manhã e estavam os mesmos meninos trabalhando. Eles gostam muito de fazer isso. O Dudu foi lá, pegou o irmão no colo, saímos do ambulatório todos os três abraçados. Para mim esse é o melhor troféu.”

Rubens Barrichello