Após 32 anos, Neylson Almeida volta às pistas e estreia na Porsche Cup

Após 32 anos longe das pistas, o piloto Neylson Almeida está oficialmente de volta ao automobilismo e agora com um objetivo claro: competir na Porsche Cup Brasil em 2026.

Natural de Juiz de Fora, Neylson viveu, na adolescência, os primeiros capítulos de uma paixão que atravessaria décadas. Entre os 13 e 16 anos, passava os dias no Kartódromo do Borboleta, onde experimentou a competição amadora, construiu amizades e se encantou definitivamente pelo kart. “Ali, sem que eu soubesse, nascia uma paixão que iria me acompanhar pela vida inteira”, relembra.

A vida, no entanto, seguiu outros rumos. A conexão com os carros permaneceu intensa, mas sempre do lado de fora das pistas. Neylson acompanhava campeonatos, admirava pilotos e alimentava o sonho de acelerar novamente, ainda que distante da prática.

O retorno começou a tomar forma por meio da própria família. Um de seus filhos, Gustavo Delgado, tornou-se piloto. Ao acompanhar de perto a trajetória do jovem, algo foi despertado. “Não era nostalgia. Era um chamado”, define.

Em fevereiro de 2025, depois de mais de três décadas afastado das competições, Neylson voltou às pistas. A retomada foi marcada por uma postura diferente: mais maturidade, consciência e respeito pelo processo de evolução. Vieram os treinos, os erros, os ajustes técnicos, o acompanhamento com coaches, clínicas especializadas e estudo constante. Os primeiros track days abriram caminho para resultados consistentes, presença em rankings e conquistas graduais.

Com a evolução, nasceu também um novo objetivo: competir profissionalmente. A escolha foi pela Porsche Cup Brasil, campeonato reconhecido pelo alto nível técnico e pela divisão equilibrada entre categorias, que proporciona desenvolvimento progressivo aos pilotos.

Agora, o desafio está definido. Neylson confirmou participação na categoria Trophy na temporada 2026. Segundo ele, a meta vai além de resultados imediatos. “Vai ser duro. Vai exigir muito mais do que acelerar. Meu objetivo não é provar nada a ninguém. É aprender, evoluir e merecer estar ali.”

Para o piloto, o maior prêmio já foi conquistado: estar novamente no grid. O restante, afirma, será consequência de trabalho, disciplina e paixão, a mesma que nasceu na adolescência e, 32 anos depois, o levou de volta ao ponto de largada.