Com duas corridas emocionantes no autódromo do Algarve, a Porsche Challenge encerrou a temporada portuguesa antes de retornar ao Brasil. Ipe Ferraiolo e Gilberto Farah, os vencedores do dia, tiveram que trabalhar muito no cockpit para conquistar o direito de subir ao degrau mais alto do pódio. O maior trabalho dos dois pilotos foi conter Gui Affonso, segundo colocado em ambas as corridas.
O treino classificatório foi realizado na manhã da prova. Ferraiolo, pole position, perdeu a liderança para Rodolfo Ometto, segundo no grid, mas na segunda volta reassumiu a primeira posição. Ometto ficou fora da briga logo depois: com um pneu furado, perdeu muito tempo até chegar aos boxes. Gui Affonso assumiu a segunda colocação, que manteve até a bandeirada, deixando a briga pelo terceiro lugar para Gil Farah e Peter O’Donnell. O pódio foi completado por Sylvio de Barros, que ganhou dez posições durante a prova, e Edu Guedes, que brigou o tempo todo no pelotão da frente. “Eu precisava dessa vitória para tirar o peso depois do que aconteceu em Estoril”, desabafou o vencedor após a prova. Na primeira corrida do ano, Ipe liderou até sair da pista na última volta, surpreendido (junto com outros cinco pilotos) pela chuva fina que mudou completamente a aderência da pista nas voltas finais. “Aquilo foi muito frustrante”, admitiu.
Cerca de duas horas depois, aconteceu a quarta prova da temporada, o grid foi formado de acordo com o resultado da corrida anterior, com Ferraiolo na pole e Gui Affonso em segundo. Os dois chegaram a se tocar no final da reta e Affonso levou a melhor, assumindo a liderança. Nas primeiras voltas, formou-se um bloco compacto com Affonso, Farah, Sylvio, O’Donnell e Ferraiolo brigando pela liderança. Essa situação foi interrompida com a entrada do safety car para remoção do carro de Ometto, que havia ficado parado em uma das curvas do circuito, e recomeçou quando foi mostrada a bandeira verde. O safety car voltou a ser acionado na sétima volta, quando Ferraiolo saiu da pista após tentar ultrapassar Farah por fora em uma curva. Daí em diante, a briga pela vitória ficou entre Affonso e Farah, que conseguiu a ultrapassagem na volta 13, a penúltima antes da bandeirada.
Na volta final, Guilherme Ribas rodou em uma curva e ficou com o carro atravessado em um ponto cego. Por medida de segurança, a direção de prova acionou bandeira vermelha e encerrar a corrida. A decisão foi tomada de maneira a fazer os pilotos diminuírem imediatamente a velocidade para evitar colidir no carro de Ribas. Na linha de chegada, a bandeira quadriculada foi mostrada junto com a vermelha, indicando que a corrida não seria reiniciada e que valeria o resultado da volta anterior. Essa decisão não teve influência no resultado da prova: Farah, Affonso, O’Donnell, Carlos Ambrósio, Eduardo Azevedo (que havia largado em último por ter sido o primeiro a abandonar a prova 3) e Amilcar Collares foram os seis primeiros com direito a pódio e troféu.