A NASCAR Brasil Series realizou no último fim de semana a segunda etapa da temporada 2026, em Cascavel (PR). E foi daquelas etapas que deixam marca: vitórias inéditas, histórias novas e a sensação de que o campeonato vem ganhando cada vez mais força dentro do cenário nacional.

A temporada começou com uma proposta diferente. Com a chegada do RiSE26, a categoria mostrou que está olhando com mais atenção para a experiência de pilotos, equipes e também do público. Isso já ficou claro desde a abertura, com novidades no grid e um novo formato de classificação, que passou a incluir uma corrida sprint para definir a ordem de largada dos seis primeiros.
Em Cascavel, porém, o roteiro precisou de ajustes. A chuva apareceu ao longo do fim de semana e acabou tirando a sprint de cena, priorizando o bom andamento das atividades. A classificação veio em um formato mais direto: 30 minutos de sessão e apenas cinco voltas por carro, o suficiente para aumentar ainda mais a imprevisibilidade.
E foi nesse cenário que Denis Navarro apareceu bem, garantindo sua primeira pole na categoria e dando início ao que seria um verdadeiro fim de semana de estreias.

No sábado, a sunset race entregou um dos momentos mais legais da etapa. O Autódromo Zilmar Beux serviu de palco para uma corrida com clima especial ao pôr do sol, enquanto na pista Gabriel Casagrande tratava de resolver cedo: assumiu a liderança logo no começo e controlou bem até a vitória. Na Challenge, Juninho Berlanda também aproveitou o momento e conquistou seu primeiro triunfo.
Mas o domingo ainda guardava os principais capítulos. Com a inversão de grid, Nicolas Costa soube jogar com o cenário. Em uma corrida movimentada, com diversas entradas do safety car, ele administrou bem a pressão e saiu com sua primeira vitória na NASCAR Brasil Series, comemorada com emoção diante do público.

Além de Nicolas, o domingo trouxe um momento histórico. A catarinense Bruna Tomaselli conquistou a primeira vitória feminina da NASCAR Brasil Series na classe Challenge. Em uma decisão acertada, a NASCAR Brasil recebeu Bruna e a colombiana Tatiana Calderón, na equipe SG28, para disputar o campeonato. As duas já competiram a nível mundial e, com isso, veio o primeiro grande resultado.
Ainda é cedo para qualquer previsão mais direta sobre a temporada, mas o que Cascavel deixa é um sinal positivo. O RiSE26 começa a aparecer na prática, as corridas têm sido movimentadas e a variedade de vencedores ajuda a manter o campeonato aberto e interessante.
Para quem acompanha o automobilismo nacional, a NASCAR Brasil Series vai se firmando como um espaço cada vez mais relevante. Nomes já consolidados como Ricardo Maurício, Galid Osman, Gabriel Casagrande e o próprio Berlanda seguem encontrando boas histórias dentro da categoria, enquanto pilotos como Murilo Rocha, Alfredinho Ibiapina e Dudes Castroneves ganham espaço e visibilidade em um grid competitivo.
Esse equilíbrio, aliado à estratégia de valorização do grid, já se reflete no crescimento do campeonato. A próxima etapa, no Autódromo de Interlagos, deve dar continuidade a esse momento, com uma categoria que, mesmo em um curto espaço de tempo, demonstra capacidade de evolução sem perder sua essência: a competitividade na pista.
