Como era previsto, a rodada dupla válida pela quinta e sexta etapas do Campeonato Paulista Light de Kart, realizada sábado (19/6) no Kartódromo Aldeia da Serra, em Barueri (SP), foi realmente muito agitada e atribulada. Principalmente para o bicampeão mineiro Victor Corrêa (Unifenas/Maxi Tuning), protagonista da mais espetacular capotagem da programação, com o piloto e seu kart subindo a mais de dois metros de altura. “Foi tudo muito rápido e parei muito longe do local da batida. Felizmente estou inteiro, não sofri nada. O que mais dói é ter perdido a vice-liderança do campeonato”, lamentou o piloto de Alfenas, sul de Minas Gerais, que agora ocupa a quarta posição no torneio paulista com 41 pontos. A liderança continua com o paulista Felipe Apezzatto Neto, agora com 70 pontos.
Na primeira prova da programação, Victor Corrêa foi prejudicado pelo lastro de três quilos que o vencedor da etapa anterior é obrigado a carregar, e estabeleceu apenas a oitava marca para o grid de largada. “O motor da categoria Júnior é fraco e ele sente qualquer aumento de peso. O kart estava bem acertado. O outro problema é que a categoria é muito equilibrada”, comentou o piloto, que na etapa anterior havia estabelecido a pole position. A primeira posição ficou com Felipe Apezzatto Neto.
Na quinta etapa Victor largou muito bem, e com uma pilotagem bem agressiva, fechou a primeira volta na quarta posição. Na volta seguinte ainda ganhou mais um posto. “Eu sabia que com este lastro, a minha única chance de terminar bem seria arriscar tudo e ganhar posições quando todos estivessem juntos, na primeira volta. E foi isso o que eu fiz. Na segunda volta já estava em terceira, e ainda próximo dos dois primeiros”, relatou Corrêa. Com o excesso de peso, o piloto mineiro não conseguiu sustentar o terceiro posto, e terminou a bateria na quarta posição. “Mas não foi só o excesso de peso. O motor estava embaralhando e não rendia bem no final da reta, onde ele girava 500 giros a menos do que deveria”, apontou o então vice-líder do certame. Após a prova os mecânicos descobriram que a quebra de um parafuso do motor alterou o ponto de ignição, provocando a falha.
Já sem o lastro de três quilos, que foi para Felipe Apezzatto Neto, vencedor da primeira bateria, e com o motor funcionando plenamente sem problemas, Victor Corrêa planejava fazer outra excelente largada na sexta etapa para tentar a liderança ainda na primeira volta. No entanto, quando se aproximou da primeira curva, o piloto da Unifenas/Maxi Tuning foi espremido por Nathan Oliveira pelo lado de fora, e por Nathan Silva pelo lado de dentro. “Virei um sanduíche de Nathan. Meu kart passou com a roda traseira por cima da roda dianteira do Silva, apoiou a roda dianteira na frente da carenagem do Oliveira, e saiu voando. Disseram que eu dei umas três voltas no ar”, contou o mineiro de 14 anos de idade, que apesar do impressionante acidente em frente ao mezanino do Kartódromo Aldeia da Serra, não sofreu nenhum ferimento. “Esta categoria está muito competitiva, com todo o mundo andando extremamente junto e acaba acontecendo isso. Foi um acidente de corrida. O ruim é que me prejudicou demais no campeonato”, lastima Victor, que além de ter seu kart totalmente destruído, despencou da vice-liderança para a quarta posição no campeonato, e de uma desvantagem de sete pontos passou a ter um prejuízo de 29 em relação a Apezzatto Neto, que aproveitou a confusão para vencer tranqüilamente mais uma prova.