A verificação técnica realizada depois das 500 Milhas da Granja Viana constatou uma irregularidade em um dos motores do kart de número 40, preparado pela equipe gaúcha Targh 400. De acordo com os comissários, o lacre estava adulterado e fora da posição original. Como conseqüência imediata, a equipe deverá ser considerada “non grata” em todos os torneios e corridas realizadas no Kartódromo Internacional Granja Viana, inclusive a próxima edição das 500 Milhas.
Organizador da mais tradicional prova do calendário do kart brasileiro, Felipe Giaffone não escondeu a irritação e o desapontamento com a atitude dos responsáveis pela Targh 400. “Durante o briefing com os preparadores, deixamos bem claro que seríamos implacáveis com qualquer tentativa de burla ao regulamento. Infelizmente, ainda há quem busque a vitória a qualquer preço, mesmo que isso signifique caminhar à margem das regras”, criticou.
Giaffone apontou outra conseqüência danosa na infração cometida pela Targh 400. “Tenho certeza que os pilotos da equipe não sabiam do que estava acontecendo e nem compactuariam com qualquer ato ilícito. Eles acabaram sendo colocados dentro de um problema com o qual não têm qualquer relação”, observou.
Entre os pilotos do kart 40 estava o mineiro Raphael Matos, que andou colado – e até chegou a ultrapassar – no pole Rubens Barrichello por cerca de uma hora no início da prova deste sábado. O paulista Osvaldo Negri Jr., contemporâneo de Barrichello na Fórmula 3 inglesa no início dos anos 90 e atualmente na série norte-americana Grand-Am, era outro nome conhecido da equipe. “Eles também acabaram se tornando vítimas de um gesto condenável”, concluiu Giaffone.