Se para o italiano Alessandro Zanardi as 500 Milhas da Granja Viana, a maior prova de kart do Brasil, a corrida será pura diversão, para seu companheiro de equipe Jimmy Vasser a história é diferente. Uma das poucas estrelas que restaram na Fórmula CART, o norte-americano Jimmy Carter chegou nesta quinta-feira ao Kartódromo da Granja Viana avisando que não veio ao Brasil apenas para assistir ao casamento do amigo Tony Kanaan, marcado para amanhã.
Campeão em 1996, época em que a categoria atravessava fase muito mais favorável, Vasser chegou esbanjando otimismo.
– Claro que o casamento do Tony é o mais importante, mas vamos atrás da vitória – disse Vasser, que demonstrava cansaço com a longa viagem desde os Estados Unidos.
– Chegamos pela manhã, passamos rapidamente no hotel e viemos para cá – contou, entre bocejos.
Nos boxes da equipe, compartilhados com Kanaan, Rubens Barrichello, Felipe Massa e Marco Andretti, examinou os karts e acompanhou as evoluções de Zanardi com o martelo. O italiano pediu alterações no kart, na tentativa de adaptá-lo às suas condições especiais, mas não quis perder tempo: com a ferramenta em punho e uma habilidade até então desconhecida, ele mesmo começou a modificar o que achou necessário.
Vasser admitiu que conhece pouco sobre as 500 Milhas da Granja Viana.
– Sei apenas que é uma prova importante, porque reúne pilotos como Barrichello, Christian Fittipaldi e muitos outros. Mas nosso time também é forte. Estamos preparados para batê-los – garantiu.
Vasser correrá com Zanardi, de quem foi companheiro de equipe na Chip Ganassi no final dos anos 90, do espanhol Oriol Servia e do mexicano Michel Jourdain Jr., outros nomes da Fórmula CART. A equipe será a única a correr com dois karts, um deles exclusivo de Zanardi.
Prestes a completar 38 anos, no próximo dia 20, o californiano Vasser terminou em 11o na recém-encerrada temporada da Fórmula CART. Correu por uma equipe estreante, a American Spirit Team Johansson, ao lado de Ryan Hunter Reay, mas ainda não sabe se continuará no time do ex-piloto sueco Stefan Johansson, que corre o risco de fechar as portas.
– Ainda estou avaliando as alternativas – desconversou.
Sobre a categoria, que enfrenta sérias dificuldades para continuar sobrevivendo, disse que tudo será melhor em 2004, com a esperada chegada de novos controladores.
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