O presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Paulo Scaglione, constatou neste domingo (19 de fevereiro) problemas que classificou como graves no Kartódromo Ayrton Senna, localizado no complexo do Autódromo Municipal José Carlos Pace, no bairro de Interlagos, zona sul da cidade de São Paulo. Vistoriando o autódromo e o kartódromo, o dirigente flagrou a empresa responsável pela administração realizando um treino na pista de kart sem o devido atendimento médico.
Embora a presença do serviço médico seja procedimento obrigatório, o quadro se configurou mais grave ainda porque os pilotos – dentre ele o competidor brasileiro de Fórmula 1 Antonio Pizzonia – não foram informados da falta de assistência, embora cada esportista presente tenha pago uma taxa de R$ 100, incluindo R$ 50 destinados justamente para o mesmo serviço médico que, na prática, inexistia.
No estacionamento do kartódromo estavam posicionadas duas ambulâncias vazias, destinadas apenas para remoção. O presidente da CBA solicitou um relatório da situação ao inspetor de segurança presente e o mesmo foi impedido por seu superior, que se apresentou como supervisor do Anhembi e identificou-se apenas como Fábio.
Constatando que os novos administradores de Interlagos ainda desconhecem os riscos do esporte, Paulo Scaglione estará oficiando nesta segunda-feira, 20 de fevereiro, o secretário municipal de esporte de São Paulo e o presidente do Anhembi, uma vez que, no seu entende, ambos desconhecem esse procedimento.