A guerra no Oriente Médio continua gerando impactos no automobilismo mundial, depois de já ter afetado a Fórmula 1. O aumento dos custos logísticos e a instabilidade geopolítica provocaram mais um adiamento de corrida, ampliando a incerteza no calendário internacional.
O evento de 300 km da SUPER GT no Circuito de Sepang, prevista para junho, foi oficialmente adiada. A decisão foi tomada após pressão crescente do governo da Malásia, que retirou o apoio ao evento diante da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A Gran Turismo Association e a promotora HARO Sports explicaram que a decisão foi motivada pela deterioração do cenário internacional. Segundo as entidades, a situação ‘em escalada e incerta no Oriente Médio’, gerou desafios operacionais significativos, além de aumentos substanciais nos custos de transporte e viagens aéreas.
O sócio-gerente da HARO Sports, Fahrizal Hasan, destacou o impacto humano da situação ao comentar a decisão: “Primeiramente, nossas orações estão com todos os afetados pela atual guerra no Oriente Médio. Oramos por uma resolução pacífica e amigável”, disse ele.
Hasan também lamentou o adiamento do evento malaio: “Embora não fosse o que imaginávamos para o segundo ano consecutivo da etapa na Malásia, gostaríamos de agradecer à GTA, às equipes e a todos os envolvidos pelo apoio e compreensão nestes tempos desafiadores”, acrescentou.
O presidente da GTA, Masaaki Bandoh, reforçou a dificuldade da decisão: “Foi uma decisão difícil de tomar, mas gostaríamos de agradecer aos fãs japoneses, participantes, patrocinadores e à imprensa pela compreensão”, concluiu.
Caso uma etapa substituta não seja encontrada, a temporada 2026 da SUPER GT terá apenas sete corridas, o menor número desde 2004.

A Fórmula 1 já optou por cancelar as corridas previstas para abril no Bahrein e na Arábia Saudita. Com isso, a crise no Oriente Médio segue forçando categorias de automobilismo a reavaliar suas operações internacionais, levantando dúvidas sobre a viabilidade de programas globais de corridas diante da instabilidade, falta de segurança e dos custos crescentes de transporte.
