A rodada dupla do GP da Itália não apenas confirmou as piores expectativas de André Negrão como antecipa um final de temporada ainda mais complicado na Fórmula GP2. Além de sair de Monza com um 14º e um 18º lugares, o brasileiro da Arden International ficou ainda mais convencido de que as provas derradeiras – Rússia, Bahrein e Abu-Dhabi – dificilmente seguirão roteiro diferente. “Sem um motor competitivo, não dá para fazer mais do que venho fazendo”, resumiu. O norte-americano Alexandre Rossi e o neozelandês Mitch Evans dividiram as vitórias, enquanto o belga Stoffel Vandoorne, respectivamente 2º e 3º sábado e domingo, ampliou a liderança e terá um “match point” para conquistar o título na próxima etapa, dias 19 e 20 deste mês em Sochi.
Negrão fechou a 7ª fila no complemento da programação, mas não demorou para perceber que a falta de potência de seu motor o impediria tanto de sonhar com a volta à zona de pontos como de evitar a ultrapassagem de rivais mais velozes. “Meu motor tem cerca de 40 cavalos a menos que a média dos demais. É muita coisa. Em pistas rápidas, como esta aqui e a da prova anterior em Spa, esse problema fica ainda mais sério. E não temos alternativa, teremos de seguir com ele até a última corrida”, explicou.
Depois do animador início de calendário no Bahrein, onde terminou em 8º e 9º lugares, o campineiro vem perseguindo os pontos sem sucesso. A queixa sobre a desvantagem técnica é antiga, mas não foi capaz de sensibilizar o fabricante de motores da Fórmula GP2. “Principalmente no Bahrein, onde fomos bem em abril, em tese nossas chances deveriam ser boas. Mas, do jeito que está, não dá para esperar por resultados nessas três últimas provas”, concluiu Negrão.
