Negrão fecha rodada dupla com 14º em Spa

Sem um motor capaz de enfrentar e superar as duras exigências de um circuito veloz, André Negrão terminou em 14º a prova de complemento da rodada dupla do GP da Bélgica. A exemplo da véspera, o piloto da Arden International deixou a pista de Spa-Francorchamps com a sensação de que o seu carro jamais esteve em condições de desafiar os mais rápidos ao longo dos 7.004 metros do traçado das Ardenas. A vitória neste domingo ficou com o norte-americano Alexander Rossi, segundo no grid e que abriu a dobradinha da Racing Engineering com o britânico e pole Jordan King.

Beneficiado com algumas punições depois da corrida do sábado, Negrão partiu em 16º, mas logo constatou que as chances de se aproximar da zona de pontos eram remotas. “Sem motor, é impossível conquistar um bom resultado nesta pista. O motor não tinha potência nem nos trechos de alta nem nos de baixa, e com isso nem era possível chegar ao topo da velocidade. A gente anda a maior parte da volta com o pé embaixo aqui em Spa. E em Monza, local da próxima etapa, é pior ainda. Espero que o motor possa ser trocado para o GP da Itália”, comentou.

O único consolo de Negrão na Bélgica foi perceber que o acerto mecânico do carro melhorou em relação às corridas anteriores. Especialmente na Hungria, a maior consequência foi o desgaste acelerado dos pneus, o que não se repetiu em Spa – em parte também pelas características mais favoráveis do asfalto, bem menos abrasivo que o de Hungaroring. “Pelo menos isso. Desta vez, os pneus não tiveram influência na performance. Aqui, o que faltou mesmo foi motor.”

O belga Stoffel Vandoorne chegou em 4º e continua tranquilamente à frente da classificação de pilotos, agora com 233 pontos contra 128 de Rossi, que se descolou do indonésio Rio Haryanto, empatado em 3º com o russo Sergey Sirotkin, ambos com 109.



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